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Polícia apura montagens de fotografias de adolescentes em situação de nudez em escola de BH

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(Foto: Divulgação/PCMG)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou a autoria de um ato infracional envolvendo pornografia infantil, que consistia em montagens de fotografias de adolescentes em situação de nudez, feitas com uso de inteligência artificial. O caso aconteceu em uma escola de Belo Horizonte.

Na última segunda-feira (6), a Polícia Civil encaminhou o procedimento à Justiça, e representou pela aplicação de medida socioeducativa a um adolescente, de 15 anos. Ele e as vítimas, também adolescentes com 14 e 15 anos, são de uma escola da capital mineira.

No dia 16 de outubro deste ano, as mães das vítimas denunciaram os fatos na Delegacia Especializada de Apuração de Ato Infracional (DEAI). Segundo o delegado Ângelo Ramalho, responsável pela investigação, “com técnicas investigativas avançadas e aplicadas aos vestígios deixados por crimes que perpassam pelo ambiente cibernético, a equipe conseguiu apurar o perfil criado em uma rede social, responsável por publicar fotos editadas com inteligência artificial de cunho pornográfico e pejorativo de pelo menos dez adolescentes”, relatou.

A página onde as potos foram postadas foi retirada da internet e a autoria identificada. “Assim que esta Delegacia Especializada foi demandada, o perfil foi retirado do ar, e em menos de dez dias, foi possível identificar a autoria delitiva, demonstrando que a Polícia Civil está atenta e apta a atuar nesses cenários de crimes que ocorrem no ambiente digital”, garantiu o delegado Ramalho.

O Procedimento de Apuração de Ato Infracional (PAAI) foi encaminhado à Justiça da Infância e Juventude da capital para aplicação das sanções ao adolescente, que poderá ser responsabilizado por até três anos de internação em Centro Socioeducativo.

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