Polícia Civil conclui investigações e indicia homem que abusava sexualmente da própria filha em Itabira

Além de cometer os abusos sexuais, o homem coagia a filha a enviar fotos e vídeos com cenas íntimas, bem como ameaçava matar toda a família

Polícia Civil conclui investigações e indicia homem que abusava sexualmente da própria filha em Itabira
Delegacia Regional da Polícia Civil de Itabira – Foto: Guilherme Guerra/DeFato Online

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou um homem de 35 anos por estupro de vulnerável, estupro e armazenamento de conteúdo íntimo de adolescentes, após o indivíduo ser acusado de cometer uma série de abusos sexuais contra a própria filha, em Ipoema, distrito de Itabira. 

Após a conclusão das investigações, o inquérito policial revelou que os crimes ocorriam desde que a jovem tinha 13 anos. Com os elementos de prova reunidos, a Polícia Civil representou pelo mandado de prisão preventiva contra o investigado – que foi cumprido no dia 14 de agosto. O procedimento já foi remetido ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.

De acordo com o delegado João Martins Teixeira, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Itabira, as investigações começaram após a mãe da vítima ter encontrado no celular da adolescente uma mensagem suspeita enviada pelo pai. 

O caso foi comunicado à Polícia Civil através de uma advogada, que também encaminhou a jovem para o Conselho Tutelar e o atendimento especializado no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), onde a vítima de 16 anos relatou que os abusos eram frequentes. Além de cometer os abusos sexuais, o homem coagia a filha a enviar fotos e vídeos com cenas íntimas, bem como ameaçava matar ela, a sua mãe e irmão, caso a garota contasse sobre os crimes. 

Segundo o delegado, após ser preso, o homem assumiu a autoria dos crimes. “Rapidamente ele confessou e se indicou, detalhou como esses abusos ocorriam e confirmou que a partir dos 13 anos de idade, ele começou a manter alguns toques impróprios no corpo dela. Enquanto a mãe tomava banho, ele ia deixava o outro irmão na sala vendo algo e ia até o quarto da vítima. As formas de violência foram se intensificando com o passar dos anos”, disse.

Foto: Guilherme Guerra/DeFato Online

João Teixeira também revelou que, em abril deste ano, o homem havia sido preso após agredir a garota. De acordo com o delegado, o pai cometeu as agressões após se descontrolar “de ciúmes” pela filha, que havia seguido um homem em seu instagram. O ato do homem demonstrou controle excessivo pela vítima e uma forte relação de posse. “Ele realmente tratava a filha dele como a sua mulher, um objeto para satisfação dos seus desejos”.

Ainda de acordo com o delegado, na investigação também foi observado que a mãe da vítima (sem saber dos crimes cometidos pelo companheiro) estava tentando levar a garota para se consultar com um médico ginecologista. Por temer que fosse constatado que a filha não era mais virgem, o suspeito passou a intermediar um encontro sexual entre a menina e o namorado dela, coagindo o rapaz para afirmar que ele teria sido o responsável por “tirar a virgindade” da adolescente.

“Ao perceber isso, esse suspeito passou a orientar a sua filha e o namorado sobre como praticar os atos sexuais, isso tudo pra tentar fraudar ali as provas, tentar mudar os fatos e fazer com que não fosse apontada uma relação sexual entre pai e a filha, justificando que essa menina já não era mais virgem porque manteve algum tipo de relacionamento com o namorado”, afirmou o delegado, destacando a gravidade da situação, durante uma coletiva de imprensa concedida na última sexta-feira (15).