Polícia Civil em João Monlevade: bons resultados e baixo efetivo
Apesar do baixo efetivo, delegado é taxativo: quantidade de agentes não determina a qualidade do trabalho desenvolvido
O delegado chefe da 4ª Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, concedeu entrevista exclusiva à DeFato sobre várias questões referentes ao trabalho da instituição. Um ponto merece destaque. Apesar do baixo número de agentes, os resultados a partir do trabalho conjunto, com participação da Polícia Civil são satisfatórios. Tanto que os índices de criminalidade reduziram se comparado a 2018.
Paulo Tavares trabalha na Polícia Civil há 32 anos. Ele afirma que já trabalhou praticamente em todas as cidades do Médio Piracicaba. Chegou a Monlevade em 2010, ficando até 2012, quando foi para Itabira. Naquela cidade permaneceu por sete anos. Hoje, sob seu comando, a 4ª regional é composta por 11 municípios e sediada em João Monlevade.
Turbulência
Seu retorno ao município foi em meio a uma turbulência,quando agentes da Polícia Civil eram investigados por facilitação em exames para emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Já vim sabendo do que encontraria. Hoje nenhum dos envolvidos trabalham em Monlevade”, afirmou Paulo Tavares.
Ainda com relação a essa questão, a operação segue sob sigilo. Contudo, ele revelou que devido a isso, a regional perdeu pelo menos 11 agentes.
Boa infraestrutura, poucos policiais
Sobre a infraestrutura atual para o trabalho da Polícia Civil, Paulo Tavares enfatizou que está melhor do que quando trabalhou na cidade pela primeira vez. Contudo, o número de agentes é pior. “Hoje trabalhamos com 50% daquilo que seria o mínimo de agentes, previsto em lei. Essa parte continua muito carente”, destacou.
Ainda segundo o delegado, esse fator não determina o insucesso do trabalho. Não por acaso, os índices de criminalidade reduziram. “O intenso trabalho das forças de segurança pública e de cada servidor da nossa regional permitiu esses resultados”, definiu Paulo. O delegado ainda dá um recado. “Não haverá descontinuidade em nenhum trabalho da regional por número insuficiente de policiais. O trabalho é qualificado e contínuo”, afirmou.




