Polícia Civil investiga grupo que aplicava o golpe do “boa noite, Cinderela”

Duas mulheres marcavam encontros por aplicativos, dopavam as vítimas e as furtavam

Polícia Civil investiga grupo que aplicava o golpe do “boa noite, Cinderela”
Foto: Flavio Tin/ND

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão referentes a uma investigação envolvendo uma organização que aplicava o golpe conhecido como “boa noite, Cinderela”. A ação policial foi realizada na última quinta-feira (24), em Belo Horizonte. Até o momento, cinco vítimas foram identificadas e, com base em relatos, a polícia estima um prejuízo em torno de R$ 100 mil.

O delegado Guilherme Santos conta que as investigações iniciaram em maio deste ano, quando o porteiro de um prédio desconfiou da movimentação das suspeitas durante visita ao apartamento de um morador. “O porteiro do prédio achou estranho que as meninas chegaram ao local com duas bolsas pequenas e saíram com mochila. Na delegacia, o homem contou sua versão dos fatos e demos início à investigação para apurar o roubo”, pontua.

Após denúncia, as mulheres, de 19 e 21 anos, foram indiciadas pelo crime. No entanto, já durante os trabalhos policiais, a jovem de 21 anos cometeu suicídio, enquanto a outra teria fugido do estado. Um religioso também está sendo investigado por envolvimento no crime.

O golpe

Guilherme ainda explicou como as mulheres agiam. “Elas criavam perfis em redes sociais e aplicativos, marcavam encontros com as vítimas e, após dopá-las, furtavam objetos das casas delas. Levantamentos ainda indicam que o material furtado era destinado a um religioso, na Região Metropolitana”.

Segundo o delegado, a polícia apreendeu diversos produtos furtados em posse do religioso, sendo esse material devolvido à vítima. “A vítima compareceu à delegacia e reconheceu vários objetos, inclusive, um anel que possui o nome da filha”, afirma.

Denúncia

A polícia alerta sobre a importância de outras vítimas desse grupo procurarem a PCMG para registrar o crime. “É importante que quem tenha sido vítima procure a delegacia e faça o boletim de ocorrência. Vamos buscar qualificar as vítimas, para que elas possam ser ouvidas, a fim de demonstrarmos a reiteração delitiva. Queremos avaliar também qual é a verdadeira participação do religioso”, conclui o delegado.

*Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais