Polícia Civil vai investigar trote recebido pela central do Samu
O Samu foi acionado para atender um paciente com suspeita de coronavírus, mas quando a equipe chegou ao endereço descobriu que se tratava de um trote

A Polícia Civil de Itabira vai investigar a comunicação de falsas ocorrências de situações de emergência que motivem o acionamento de viaturas policiais, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros. Nesta terça-feira (31), a Central de Regulamento do Samu foi acionada para socorrer um homem que estaria inconsciente no bairro Penha. De acordo com o solicitante, a vítima apresentava sintomas gripais e poderia estar infectado com o coronavírus (Covid-19). No entanto, tratava-se de um trote.
Uma Unidade de Suporte Avançado (USA) chegou a ser enviada para o local da ocorrência. Os socorristas colocaram todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o atendimento do paciente, mas chegando ao local constataram que se tratava de um trote.
Os equipamentos de proteção são descartáveis e tiveram que serem jogados no lixo. O que gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 400 somente neste trote.
Neste caso, o prejuízo foi apenas financeiro. Contudo, os trotes podem prejudicar um atendimento a um paciente que precise ser socorrido com urgência.
Segundo o delegado regional de Itabira, Helton Cota, o crime de trote está previsto no artigo 266 do Código Penal, cuja pena vai de um a três anos de prisão, cabível, ainda, o flagrante.
“Nós temos recebidos algumas informações nesse sentido, não são muitas, são poucas, e por isso facilita a nossa concentração de esforços para identificar os infratores para que eles sejam levados à Justiça para responder pelos seus atos, que são gravíssimos, principalmente neste período de pandemia que estamos vivenciando”, ressaltou o delegado.




