Polícia do Rio de Janeiro encontra corpo de cão enterrado na casa de adestrador
O animal havia sido deixado no local no dia 9 de janeiro para ficar, inicialmente, por três dias
Mia, uma cadela da raça golden retriver, de 11 meses, foi encontrada morta, enterrada na casa de um adestrador, em Guaratiba, Zone Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (24).
O animal havia sido deixado no local no dia 9 de janeiro para ficar, inicialmente, por três dias, mas, Mário Sérgio Dornelas, sugeriu que ficasse por ao menos 30 dias para adestrar o animal. Os tutores aceitaram a sugestão e contrataram o serviço. Após o prazo, Mário pediu aos tutores para ficar mais 15 dias, justificando que a cadela não estava 100% no xixi e no cocô durante o passeio, e que a entregaria 100% adestrada, conta a tutora Francine Banchi.
A cadela deveria ter sido devolvida no dia 14 de fevereiro, mas no dia 13 Dornelas ligou para os tutores alegando que Mia havia fugido.
Os tutores foram até os vizinhos procurando imagens de câmeras de segurança e não encontraram sinal algum da fuga da cachorrinha.
Com a repercussão do “sumiço”, os tutores iniciaram uma campanha para encontrar Mia.
“Desde então a gente iniciou essa batalha incansável de 10 dias, sem dormir, sem comer, atrás dela”.
O adestrador chegou a publicar um vídeo nas redes sociais na tentativa de justificar o sumiço.
“A Mia fugiu lá da minha casa onde ela estava fazendo adestramento, onde ela estava fazendo adaptação do adestramento ea gente sabe que isso às vezes, com cachorro, cachorro foge, vai pra rua, cachorro sai. Quem conhece meu trabalho, sabe como eu sou com os animais, como eu amo, como eu trato. Anos que eu tenho aqui de adestramento. Eu maltratar animais? Isso não acontece”.
Voluntários do grupo Nas Garras da Lei, que defende animais vítimas de maus-tratos, policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e da Delegacia de Guaratiiba foram até a casa do adestrador, que não se encontrava, mas os familiares permitiram a entrada no imóvel, onde encontraram também outros três cachorros em ambiente com cheiro de forte de urina e fezes espalhadas pelo ambiente, com água suja em um balde e sem ração.
“Verificamos o quintal e vimos que ali no canto a terra estava mexida. Então, já é sinal de que algo estava enterrado ali. Aí, com toda a técnica para não deteriorar mais o corpinho da Mia, cavamos em volta, retiramos, e constatamos através de chip, que ela tinha chip, que era a Mia”, disse Jack Calderini, agente do Nas Garras da Lei.
Para os tutores, encontrar o corpo da Mia foi um misto de alívio e tristeza.
“Uma dor que não dá para explicar, mas também a certeza de que ela morreu para salvar outros cachorros que estavam ali em situação de maus-tratos e a gente não saber o que ia acontecer. Então, ela cumpriu a missão dela e a gente vai levar o nome dela para sempre”, desabafa Francine.




