Polícia Federal em Minas faz operação contra corrupção interna e vazamento de investigações
A Polícia Federal em Minas Gerais cumpriu nesta quarta feira sete mandados judiciais de busca e apreensão em escritórios de advogados, três de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram cumpridos mandados de intimação. A ação faz parte da operação Escobar, deflagrada para combater corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de justiça […]
A Polícia Federal em Minas Gerais cumpriu nesta quarta feira sete mandados judiciais de busca e apreensão em escritórios de advogados, três de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram cumpridos mandados de intimação. A ação faz parte da operação Escobar, deflagrada para combater corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de justiça e violação de sigilo funcional dentro da corporação.
A investigação teve início em novembro de 2018, após a operação Capitu, que apurava um esquema de corrupção envolvendo o Ministério da Agricultura durante a gestão de Dilma Rousseff (PT), o financiamento ilegal da candidatura do então deputado federal Eduardo Cunha (MDB) para a presidência da Câmara dos Deputados e caixa dois na campanha do MDB em Minas Gerais nas eleições de 2014.
Com a operação Capitu, foram presos o então vice-governador Antonio Andrade (MDB) – que comandou o Ministério da Agricultura entre 2013 e 1014 –, o deputado estadual João Magalhães (MDB), o dono da JBS, Joesley Batista, e executivos da empresa, além de advogados e um servidor público.
Provas de corrupção
Enquanto cumpriam os mandados judiciais da operação Capitu, foram encontrados vários documentos da Polícia Federal sobre as investigações na casa dos advogados presos. Após os levantamentos e inúmeras diligências, foi possível constatar que os advogados teriam cooptado servidores da Polícia Federal, no intuito de obter, de forma ilegal, acesso a informações sigilosas ligadas a investigações em andamento.
“Os advogados com acesso privilegiado às informações usavam tal artifício para oferecer a seus clientes facilidades ilegais. Tal atitude não só prejudica investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos. A repressão contra atos de servidores do órgão policial é extremamente sensível e, embora cause desconforto aos investigadores e a toda a instituição, é essencial para a manutenção da lisura e do compromisso que a Polícia Federal tem de servir à sociedade brasileira”, declarou a Polícia Federal por meio de nota.