Polícia investiga possível uso de credenciais falsas de trabalhadores no Carnaval de Belo Horizonte
Operação apura venda irregular de identificações para ambulantes; material apreendido passará por perícia técnica
A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigação para apurar a possível comercialização irregular de credenciais destinadas a trabalhadores autônomos do Carnaval de Belo Horizonte. A apuração motivou uma operação realizada nesta terça-feira (3) na capital mineira.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho foi conduzido pela Delegacia Regional do Barreiro e teve início após a Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte repassar informações sobre suspeitas de venda indevida de credenciais vinculadas à festa. A partir dos dados recebidos, equipes da PCMG realizaram levantamentos e foram até um endereço no bairro Havaí.
No local, os policiais foram recebidos por uma mulher de 20 anos e um homem de 23, que apresentaram espontaneamente uma credencial destinada a trabalhadores autônomos do Carnaval. Durante a busca no imóvel, não foram encontrados equipamentos, impressões ou outros materiais que indicassem, naquele momento, a produção ou falsificação das identificações.
De acordo com o delegado Flávio Grossi, responsável pelo caso, a dupla foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. A credencial apreendida foi encaminhada à perícia técnica, que deverá analisar a autenticidade do documento e subsidiar o andamento da investigação.
O processo oficial de credenciamento de ambulantes para o Carnaval previa a emissão de 14 mil credenciais nominais, pessoais e intransferíveis, destinadas à venda de bebidas e adereços nos desfiles de blocos. A Belotur informou que foram preenchidas pouco mais de 11 mil credenciais até o fim do prazo. A regularidade do uso dessas identificações foi considerada etapa central da organização da festa, que reúne grande circulação de trabalhadores e foliões em diferentes regiões da cidade.




