Polícia prende homem que teria enganado 26 vítimas e gerado prejuízo de R$ 3 milhões

O homem realizava o golpe da pirâmide financeira

Polícia prende homem que teria enganado 26 vítimas e gerado prejuízo de R$ 3 milhões
Homem foi preso no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte. (Foto: Divulgação PCMG)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem, de 31 anos, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (15). O suspeito é investigado, há cerca de três meses, pelos crimes de estelionato, apropriação indébita e falsidade ideológica. As investigações indicam que ele teria ludibriado cerca de 26 vítimas, gerando um prejuízo estimado de R$ 3 milhões.

Segundo apurado pela Polícia Civil, o suspeito oferecia oportunidades de investimento financeiro com retorno de aproximadamente 40% em cima do valor aplicado. De acordo com os depoimentos, as vítimas eram convencidas a aplicar inicialmente uma quantia menor de dinheiro para constatarem que realmente a vantagem aconteceria. Após receberem o lucro do valor baixo, as vítimas aumentavam o investimento e os repasses não eram realizados pelo suspeito. O esquema seria de uma espécie de pirâmide financeira.

O suspeito tinha um padrão de vítimas, sempre focado em atrair pessoas com um padrão de vida elevado e bem-sucedidas financeiramente. O investigado se valia, ainda, de conquistas amorosas, atraindo mulheres a fim de posteriormente angariar vantagem financeira. Uma das vítimas revelou que, após se envolver com o indivíduo e ser convencida a repassar valores a ele, foi agredida e perseguida, tendo que solicitar medida protetiva para resguardar sua integridade física e mental.

Vida de luxo nas redes

A Polícia Civil também apurou que o suspeito ostentava uma vida de alto luxo em suas redes sociais, postando fotos e vídeos em carros importados, usando roupas e relógios de grife e fazendo viagens constantes ao exterior. No apartamento do investigado, foram apreendidos diversos cartões de crédito, relógios de marca, celulares, agenda com anotações de dados pessoais e bancários das vítimas, entre outros itens pertinentes à investigação.

Após os trabalhos realizados pela PCMG, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.