Política em São Gonçalo esquenta e Buzica expõe racha no grupo de Nozinho
A disputa pela Prefeitura do município ganhou repercussão após vazamento de áudio gravado por Buzica
Próximo do fim do prazo que autoriza as convenções partidárias, reuniões que apresentam os candidatos que disputarão as Eleições 2020, a política de São Gonçalo do Rio Abaixo tomou novos rumos. Nesta semana, um áudio gravado por Luzimar da Fonseca (Buzica-MDB), trouxe a tona informações sobre o candidato que pleiteia o cargo de chefe do Executivo, o ex-deputado estadual Raimundo Nonato Barcelos (Nozinho-PDT).
Na gravação, Buzica disse que foi traído por Nozinho e que havia largado tudo para ajudá-lo. Ainda, no áudio, o emedebista chama o opositor de covarde e afirma que Nozinho possui vários processos pendentes na Justiça. “Tudo que você está falando que eu fiz foi você. Eu não queria ser nada seu, eu achei que estaria ajudando o povo de São Gonçalo. Fique esperto! Agora eu vou abrir a boca para o povo de São Gonçalo saber a verdade”, esbraveja Buzica.
A motivação do desentendimento, que resultou em racha no grupo de Nozinho, foi uma suposta promessa de que nas eleições municipais a candidatura dele, como prefeito, estaria aliada a Buzica, como vice-prefeito. Apesar de serem opositores a vida toda, a conversa seria de que a aliança estava formada para fortalecer a chapa. Porém, Nozinho anunciou oficialmente Léo do Amora, presidente do PL, como candidato a vice-prefeito.
Em uma publicação feita por Nozinho, ele afirma que tinha vários pré-candidatos para seguir com ele. Mas, “reações intempestivas e que não são modelo para quem quer atuar na vida pública, acabaram provocando a auto eliminação de um dos nomes”. Tal mensagem despertou rumores de que a indireta seria para Buzica.

Sem espaço para concorrer às eleições 2020, com o anúncio de Nozinho, Buzica não pode mais se lançar como candidato, uma vez que, de acordo com o regimento do MDB, as convenções partidárias só poderão ser realizadas com sete dias de antecedência da data. Como o prazo final estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina no dia 16 de setembro, não há mais tempo.




