Políticos se unem para evitar fechamento de hospital em Santa Maria de Itabira

Durante a reunião, foi levantada como sugestão a proposta de transformar o hospital em Pronto Atendimento

Políticos se unem para evitar fechamento de hospital em Santa Maria de Itabira
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O prefeito Olacir Aparecido Alvarenga Oliveira “Grilo” reuniu na manhã dessa quarta-feira, 20 de julho, com os membros do Conselho Municipal de Saúde, representantes do Hospital Padre Estevan (HPE), Secretaria Municipal de Saúde e vereadores para discutir alternativas à ameaça de fechamento do hospital em Santa Maria de Itabira.

O encontro ocorreu no plenário na Câmara Municipal e contou com a presença do coordenador de Regulação da Gerência Regional de Saúde, Maurício Marques. O prefeito Grilo disse que não é favorável ao fechamento do hospital, por entender que isso é prejudicial para os funcionários do Padre Estevan, bem como para a população santa-mariense como um todo.

O coordenador de Regulação da GRS foi um dos primeiros a falar e explicou a situação do hospital. Segundo ele, o HPE tem uma importância regional para o atendimento em saúde recebendo pacientes de várias localidades. Com os anos, foram ocorrendo readequações no sistema de saúde do Estado, no intuito de melhor as aplicações dos recursos. “A culpa não é do hospital, a culpa não é da Prefeitura. A culpa é do sistema”, disse o coordenador.

Com uma demanda cada vez menor, o hospital passou a dispor de poucos equipamentos e aparatos, resultando numa queda vertiginosa do valor da Autorização de Internação Hospitalar (AIH), pago pelo Sistema Único de Saúde. A Prefeitura repassa até R$ 90 mil – valor este que atingiu tal patamar neste governo de Grilo – mas existem outros meandros como dívidas com o Refis entre outros débitos que precisam ser quitados para que o Hospital obtenham certidões, que por sua vez possibilitará a renovação com contrato com o SUS. 

Segundo Maurício Marques, o contrato que o HPE tinha com o Sus venceu há algum tempo, mas o sistema vinha pagando pelas internações. A mesmo situação ocorre com muitos outros hospitais em Minas Gerais. Porém, o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TG-MG), segundo ele, deu um prazo ao Estado para que a situação fosse regularizada. Esse prazo já foi prorrogado uma vez.

O coordenador ressaltou que "o SUS exige a melhor rede de hotelaria, a melhor e mais completa farmácia, uma boa equipe médica, uma lavanderia de ponta, uma higienização impecável, mas mesmo quando isso é atingido, o valor máximo da tabela não é suficiente para cobrir as despesas". Quando as exigências não são realizadas, o valor da tabela SUS é rebaixada substancialmente.

Maurício Marques também afirmou que não existe uma proposta do Estado de fechar o hospital, mas caso o contrato com o SUS não seja renovado – diante da ausência das certidões, que por sua vez requerem o pagamento de algumas dívidas, esse é um desfecho possível. Segundo Maurício, é visível o esforço do governo municipal, da Câmara e do próprio hospital em solucionar o problema.

No final do encontro, foram definidos alguns encaminhamentos, que objetivam um pedido de mais prazo para solução das pendências.