População de São Gonçalo participa em peso de simulado de evacuação

Diferente das atividades realizadas em Barão de Cocais e em Santa Bárbara, a quantidade de pessoas participando do simulado de evacuação em São Gonçalo do Rio Abaixo nesta quarta-feira, dia 3, superou as expectativas da própria mineradora Vale e da Defesa Civil. Para dar sequência ao plano de segurança das áreas afetadas caso ocorra o […]

População de São Gonçalo participa em peso de simulado de evacuação

Diferente das atividades realizadas em Barão de Cocais e em Santa Bárbara, a quantidade de pessoas participando do simulado de evacuação em São Gonçalo do Rio Abaixo nesta quarta-feira, dia 3, superou as expectativas da própria mineradora Vale e da Defesa Civil. Para dar sequência ao plano de segurança das áreas afetadas caso ocorra o rompimento da barragem Sul Superior na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, a Defesa Civil de Minas Gerais realiza em São Gonçalo do Rio Abaixo o último treinamento previsto para o momento.

No último dia 22, quando o nível de alerta de rompimento da barragem foi elevado para 3, a sirene tocou erroneamente no município. A mineradora reconheceu a falha e informou que a sirene devia tocar apenas em Barão de Cocais. No entanto, desde aquela data, a população de São Gonçalo do Rio Abaixo está alerta.

Simulado

O simulado nesta quarta-feira começou às 15h. Apesar de ainda não ter a contagem do número dede pessoas participando, é visível a adesão da população são-gonçalense. O município tem 10,8 mil habitantes. No treinamento em Barão de Cocais, no dia 25, 3.632 pessoas compareceram ao simulado de evacuação. A expectativa era o dobro de comparecimento. Barão de Cocais tem 35 mil habitantes. Em Santa Bárbara, no treinamento realizado no dia 29, o público também ficou abaixo do esperado. 

Precaução

Mesmo não morando em área de risco, a farmacêutica Julieta Pereira conta que optou por participar do simulado por precaução. “Achei importante participar do simulado porque pode ser que no dia ou no momento que ocorrer, que é imprevisível, eu esteja em uma nessas áreas. Posso estar no supermercado, na farmácia, consultando neste local da macha. Vim exatamente para receber essas informações e saber o que fazer”.

Para Marlene Dias, professora em São Gonçalo e em Barão de Cocais, ambas cidades afetadas caso ocorra o colapso na estrutura, o teste deveria ser realizado de outro modo. “O simulado deveria acontecer com as pessoas em movimento. O dia que a sirene tocou por engano, vivemos um simulado real, com todo o medo o desespero. Hoje já estávamos preparados e, quando a gente já espera por algo, encaramos como uma situação mais tranquila”, ponderou.

A professora também não reside em zona de risco, mas decidiu participar do teste para ajuda a família caso precisem. “Moro no bairro Santana, que não apresenta perigo, mas toda a minha família está na rua Monsenhor Torres, que fica próxima ao rio Santa Bárbara”, disse.