Postagem no Facebook leva Bruno Sena à Delegacia de Polícia Civil

Ele acompanha as reuniões da Câmara e costuma interferir nas discussões

Postagem no Facebook leva Bruno Sena à Delegacia de Polícia Civil
Foto: Thales Benício/DeFato Online

A Polícia Civil de Itabira convidou o produtor cultural Bruno Alves de Sena, 33 anos, a comparecer à delegacia na tarde desta quinta-feira, 1º de agosto. Policiais civis o buscaram no plenário da Câmara Municipal de Itabira por volta de 14h50, enquanto era realizada a reunião de comissões.

À DeFato, o delegado regional Helton Cota, afirmou que Bruno Sena publicou um vídeo nas redes sociais insinuando contra a Polícia Civil, que investiga alguns crimes no Legislativo. Ele foi conduzido para a Delegacia de Plantão, no bairro Campestre, para esclarecimentos e o registro da ocorrência.

Ao ser detido, Bruno Sena afirmou não saber o motivo pelo qual estava sendo conduzido pela polícia e disse “deve ser por causa da rachadinha”. A postagem feita por Bruno Sena deve ser encaminhada para perícia. No vídeo publicado, o produtor cultural exibe alguns vereadores falando em buscar emendas parlamentares para ajudar a Delegacia de Polícia Civil de Itabira.

No final do vídeo aparece uma frase, “emenda parlamentar, alívio imediato para a rachadinha”. Bruno Sena acompanha as reuniões da Câmara e costuma interferir nas discussões. Neste ano, a Polícia Militar foi chamada pelo menos duas vezes para retirá-lo da Casa.

Ele teve vários cargos no governo do ex-prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), como chefe do Departamento de Produção e Promoção Artística da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, gerente de serviços na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo e também já foi lotado na Subsecretaria de Comunicação da Prefeitura.

“O rapaz foi convidado a comparecer na delegacia para esclarecer os fatos em relação a uma publicação dele no Facebook e outras redes sociais. Lá ele foi ouvido e foi esclarecido os fatos. O delegado de plantão entendeu que não houve ofensa à imagem da Polícia Civil e, por isso nós encerramos o procedimento naquele momento”, informou Helton Cota à DeFato.

Ainda de acordo com o delegado regional, caso alguma pessoa ou vereador sinta-se ofendido, este tem o direito de representar perante a Polícia Civil ou Militar para que passam ser analisadas as atitudes cabíveis.