Posto de Identificação permanece na Câmara de Monlevade

Segundo presidente da Câmara, a maioria dos vereadores é favorável ao posto ficar no Legislativo

Posto de Identificação permanece na Câmara de Monlevade
Leles Pontes (Republicanos) e delegado Paulo Tavares, durante reunião na Câmara de Monlevade – Foto: Cíntia Araujo/DeFato Online

O Posto de Identificação permanece na Câmara de João Monlevade. A definição foi comunicada pelo presidente do Legislativo, Leles Pontes (Republicanos), ao final da reunião ordinária dessa quarta (27). Conforme já informado por DeFato Online, Leles disse que a definição da permanência do serviço caberia aos vereadores. Segundo ele, a maioria é favorável ao posto ficar Câmara.

O assunto foi destaque na última semana, após impasse público entre o Legislativo e a 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil. O delegado Paulo Tavares classificou como “incompetência” o fato da Câmara ter paralisado o serviço. A fala do delegado foi em resposta à Câmara, que enviou release à imprensa afirmando que não estava emitindo identidades porque faltava material, devido à não prestação de contas ao Instituto de Identificação, em Belo Horizonte. Em recente reunião na Câmara, os vereadores constataram que houve falha de comunicação por parte do Legislativo.

Posicionamentos

Durante a reunião ordinária, Tonhão (Cidadania) foi um dos que mais defendeu a permanência do serviço no Legislativo. Ele destacou apenas que deveria haver mudança no sistema de agendamento do atendimento. Já Vanderlei Miranda (PL) pediu um alinhamento da gerência do Posto de Identificação, da presidência do Legislativo, da diretoria, da assessoria de Comunicação e da Polícia Civil. “O serviço deve ficar na Câmara. Mas é preciso esse alinhamento. Transferir de volta para a delegacia não significa que as reclamações diminuiriam. Na verdade, poderiam aumentar”, ponderou ele.

Pastor Carlinhos (PL) quer mais esclarecimentos sobre definições internas que devem ser tomadas pela Câmara, no que diz respeito ao posto. O único que se posicionou publicamente contrário ao serviço prestado no Legislativo foi Gentil Bicalho (PT). Para ele, a Câmara assinou a responsabilidade do Estado, e isso estaria causando desgaste ao Legislativo. “Se o pai da criança a quer de volta, que leve”, exemplificou ele.