Posto de Identificação rende discussão em Monlevade

Plano de cargos e salários e sistema de agendamento foram alguns pontos questionados

Posto de Identificação rende discussão em Monlevade
Mais uma vez, o Posto de Identificação rende discussão entre vereadores- Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

O Posto de Identificação localizado na Câmara Municipal de João Monlevade rendeu discussão na reunião ordinária. O assunto foi levantado pelo vereador Pastor Carlinhos (MDB). Ele questionou o presidente da Casa, Leles Pontes (Republicanos) sobre a liberação de três servidoras do setor de zeladoria para fazer curso pela Polícia Civil. “Nada contra liberar, mas é preciso se organizar. Três pessoas do mesmo setor para um longo curso. Então que se contrate temporariamente. Estão sacrificando as que ficaram e a Câmara está suja”, afirmou o vereador.

Outro ponto levantado por Pastor Carlinhos é a quantidade de servidores no local. Conforme dados do Portal Transparência da Câmara de Monlevade, o setor tem duas servidoras efetivas ocupando cargo comissionado, além de outro servidor efetivo que auxilia as mesmas. O posto ainda conta com dois estagiários. “Agora mais três fazendo curso. É preciso colocar ordem na Casa. O local exige tanto assim? Perdemos o rumo. A obrigação é da Polícia Civil. Estamos fazendo favor”, declarou. O vereador ainda alertou sobre a necessidade de organizar o Plano de Cargos e Salários da Câmara no que se refere ao serviço prestado.

Presidente rebate

Pastor Carlinhos cobrou gestão do presidente Leles Pontes – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Visivelmente incomodado diante da fala de Pastor Carlinhos, Leles Pontes pediu que fosse lido um ofício encaminhado à chefia da Polícia Civil em Belo Horizonte. Conforme escrito no documento, é vontade do Legislativo melhorar o atendimento, que rende muitas críticas da população com relação ao agendamento. No ofício, Leles pede orientações sobre quantidade de servidores necessários para tal. O ofício foi encaminhado dia 6 de agosto, e até então não houve retorno da Polícia Civil.

Vereadores divergem

Os vereadores se dividiram diante da fala de Pastor Carlinhos. Djalma Bastos (PSD), Vanderlei Miranda (PL), Sinval Dias (PSDB) e Guilherme Nasser (PSDB) destacaram que certos assuntos não são necessários serem debatidos em tribuna. Os quatro ainda defenderam Leles Pontes em propiciar treinamento e capacitação para os servidores. “Aqui em Monlevade emitimos por vezes 40 identidades por dia, entregando na hora para o cidadão. Por isso precisamos desta quantidade de servidores”, enfatizou Vanderlei.

Já Cláudio Cebolinha (PTB) disse que o local precisa urgentemente melhorar o sistema de agendamento, que é feito exclusivamente por telefone, de 9h às 10h. Ele citou que um dia chegou a ligar por mais de 200 vezes para tentar agendar e não conseguiu. Pastor Carlinhos esclareceu aos vereadores que não é contra o treinamento dos servidores, mas que é preciso organizar a gestão. Belmar Diniz (PT) defendeu os servidores que trabalham no Posto de Identificação, mas ressaltou que há muita influência externa que pode atrapalhar o trabalho. Por fim, sugeriu-se uma reunião entre os vereadores, a gerência do posto e demais servidores que ali trabalham.