Em visita à redação de DeFato nesta quinta-feira (6), o presidente do PP, Francisco Nunes de Assis (Chiquinho da Nacional), e do PT, Alexandre de Faria Martins da Costa (Banana), reafirmaram a parceria e os projetos da chamada “Agenda 2012”, que marca uma nova composição política em Itabira. Segundo eles, o alinhamento das forças partidárias se dá em um momento oportuno já que os dois partidos fazem parte da base de Dilma Roussef. “Estamos trabalhando um projeto para Itabira que acreditamos colher resultados agora, ajudando a trazer recursos federais e estaduais. Fizemos esta coligação para beneficiar a cidade”, afirmou Chiquinho.
As dissidências e as desaprovações já eram esperadas por ambos. “As coisas novas incomodam. Algumas pessoas não compreendem e às vezes contrariamos alguns. Não queremos fazer nada escondido. O eleitor gosta das coisas claras, por isso, temos que ter um diálogo franco, verdadeiro”, explicou o progressista. Ele também disse que não se está discutindo nomes e nem lançando candidatura, uma vez que a pessoa que irá executar o programa poderá surgir até mesmo de outro partido.
Para Alexandre Banana, trata-se de um aprimoramento da democracia. “Precisamos aprender a conviver com as divergências. Para fazer essa junção, precisamos convergir, resolver problemas que existiram no passado. Aprendi a fazer isso desde cedo, já que minha mãe era PDT. Temos que aprender a tolerar e fazer uma coisa civilizada. PP e PT estão contribuindo com esse princípio. Contestações aparecem mas estamos procurando mostrar que nossa intenção é positiva para Itabira”, afirmou o petista.
Petistas insatisfeitos
Sobre as dissidências do PT, Alexandre Banana é enfático: “Essas questões foram discutidas dentro do partido e a executiva assinou um documento a favor da composição do novo programa para Itabira. Não gosto e não quero discutir as questões intra-partidárias. Pauto minhas ações com respeito às pessoas, a um princípio de formação cristã e espero o mesmo. Tenho a convicção de que cumpri todas as instâncias e os preceitos partidários para tomar a decisão, do ponto de vista regimental, estatutário e legal. Tudo foi discutido e tratado abertamente em reunião. Não vou polemizar, há o local e momento certo para falarmos sobre isso.”
Os presidentes deixam claro que a posição de seus partidos no atual governo municipal não interfere em nada no pacto. Para Banana, o PT continua sendo oposição, uma vez que não faz parte da coligação que elegeu João Izael. “O que estamos fazendo é uma coisa nova que independe de situação e oposição. Quando fui vereador de oposição nunca bloqueei benefícios. Apoiei a vinda da Unifei, o Samu, a Farmácia Popular, entre tantos outros projetos. É uma oposição civilizada. Quando foca-se muito em quem é contra e quem é a favor se esquece de que o objetivo principal da política é saber quais os anseios da população. Para construir, não precisa destruir”, definiu o petista. Já Chiquinho reafirma o compromisso com o governo até 2012. “O governo está terminando e João Izael não pode mais se eleger. Estamos construindo uma continuidade, mas com um novo programa. Não estamos fechados a outros partidos não. A proposta é muito maior do que nós”, completou.
O que vem por aí
O progressista faz questão de lembrar que não é uma coligação, é apenas uma composição partidária que vai construir ações programáticas para 2012. No início do próximo mês, os dois partidos prometem apresentar alguma ação concreta e, em março, realizar um grande evento em Itabira que, segundo os presidentes, vai marcar a junção das forças políticas.