Prandini diz que atraso na liberação de verbas impede melhorias em Monlevade
Gustavo Prandini (PV), prefeito de João Monlevade, afirma que questões políticas interferem na liberação de convênios
A Prefeitura Municipal de João Monlevade reclama do atraso na liberação de verbas por parte do Governo Estadual, no valor de R$ 2,9 milhões, que seriam aplicados nos serviços de asfaltamento e pavimentação de 25 ruas e avenidas da cidade.
De acordo com o prefeito Gustavo Prandini (PV), a assinatura do convênio com o governador Antônio Anastasia (PSDB) completou um ano, mas até o momento nenhum repasse do valor previsto foi realizado. Os repasses da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) serviriam para compensar cidades que tiveram perdas de arrecadação com o ICMS Solidário e com a queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), devido à crise econômica de 2009. Os contratos, com valor máximo de R$ 5 milhões, foram definidos de acordo com os projetos apresentados pelas cidades. O projeto de JM não possui pendência técnica, conforme explica a Administração Municipal.
“O descumprimento do convênio frustra as expectativas da população em receber as obras que são fundamentais para a nossa cidade. Vale lembrar que o governador recebeu em João Monlevade 24.890 votos que representam 64% do total da votação válida na cidade”, revela Prandini.
Em sua opinião, o critério utilizado pelo Governo Estadual seria político, uma vez que ele não apoiou a candidatura de Anastasia. Ele afirma ainda que chegou a buscar o apoio do então deputado Mauri Torres (PSDB), acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de João Monlevade, o vereador Pastor Carlinhos (PV), durante solenidade da Amepi em Dom Silvério, no início desse ano. “Pedimos sua intervenção, mas ele não atendeu ao pedido e sequer deu retorno sobre a solicitação”, revela.
Apesar da falta de retorno dos tucanos, Prandini alega que continua acompanhando o desfecho das discussões sobre o repasse e aguarda que as cobranças feitas por um grupo de deputados na Assembleia Legislativa possam sensibilizar o governador para o cumprimento do convênio.
“Infelizmente a ausência de repasse prejudica toda a população. Mas continuaremos nos esforçando para realizar obras com recursos próprios e contando com a parceria sólida com o Governo Federal”, assume Prandini.
Vale do Aço
A verba do convênio assinado com a Prefeitura de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, também não saiu do papel. Em entrevista ao Jornal O Tempo, na semana passada, o prefeito Chico Simões (PT), afirmou que o contrato no valor de R$ 5 milhões destinados à pavimentação de ruas e contenção de encostas não foi respeitado.
"Apresentamos o projeto em tempo hábil. Ele passou pela análise das secretarias de governo, mas venceu em 29 de junho", declarou Simões à reportagem. Segundo ele, a prefeitura continua no aguardo da prorrogação do prazo para receber os recursos.