Preço da gasolina sobe em Itabira e beira os R$ 4

O preço da gasolina subiu nos últimos dias na cidade

Preço da gasolina sobe em Itabira e beira os R$ 4
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O preço da gasolina comum em Itabira subiu, pelo menos, 14 centavos nos últimos dias. O combustível é comercializado nesta terça-feira, 18 de outubro, a um preço médio de R$ 3,92 nas bombas da cidade e a tendência é que continue a encarecer. Na semana passada, a gasolina era vendida a R$ 3,78. Entre os motivos da alta crescente, donos de postos afirmam queda expressiva no volume de vendas.

A escalada dos preços vem ocorrendo semana a semana, conforme demonstra a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O órgão tem um sistema de consulta aberta onde é informado o preço dos combustíveis por períodos diversos. Nas últimas quatro semanas, o custo da gasolina ao consumidor itabirano cresceu de forma espantosa; em setembro, custava R$ 3,59, em média.

O comportamento dos preços, no entanto, é diferente em municípios vizinhos, como João Monlevade. Na cidade, distante pouco mais de 20 quilômetros de Itabira, o combustível comum está saindo a R$ 3,69, em média, e o valor têm se mantido estável ao longo dos últimos 30 dias.


Postos em João Monlevade praticam preços bem abaixo dos que os de Itabira

Questionados sobre a majoração da gasolina em Itabira, proprietários são unânimes ao apontarem os principais fatores: aumento dos custos de operação e a queda no volume de vendas dos postos. Segundo os donos, o volume caiu aproximadamente 45% no último ano. “Se em Belo Horizonte postos vendem 2 milhões de litros por mês, em Itabira não chega a 150 mil, por exemplo”, ilustrou um dos proprietários, que optou por não se identificar.

Itabira tem cerca de 20 postos de gasolina. Neste ano, três estabelecimentos já foram fechados e profissionais do segmento ventilam que outros negócios do ramo irão encerrar suas atividades em breve. “Nada fecha quando está bom. Acabou o ‘boom’ de Itabira e perdemos volume”, comentou um revendedor. Sem volume e margem de lucro, e ainda com a conta da adequação a novas normas regulamentadoras (NRs) – que compreendem medidas de segurança, saúde e meio ambiente – a saída dos comerciantes, argumentam, é majorar o combustível.

Minaspetro

Na semana passada, a Petrobras informou a redução no preço da gasolina em 3,2%, na refinaria. Porém, isso não refletiu nos valores repassados aos postos de combustíveis mineiros. Procurado pela reportagem, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) afirma que revendedores reclamam que o preço de comercialização das companhias subiu desde o anúncio por parte da Petrobras, o que deixa a revenda, o último elo na cadeia de combustíveis, “com a imagem prejudicada perante à sociedade por responsabilidades que fogem à revenda”.

A alegação das companhias em relação ao reajuste, segundo os revendedores, é a recente alta no preço do etanol anidro, produto que compõe em 27% a gasolina comum revendida em todo o território nacional. O período atual marca o início da entressafra da cana-de-açúcar, o que encareceu, nas últimas semanas, os preços do etanol hidratado e do anidro.

O presidente do Minaspetro, Carlos Guimarães, ressalta que os empresários do setor estão diante de uma situação que os coloca como “vilões”, enquanto também são prejudicados pela alta dos preços. “Como revendedor, fico indignado de, mais uma vez, pagar a conta perante ao consumidor em virtude dos altos preços praticados pelas distribuidoras. A cada anúncio de diminuição, ou o governo estadual sobe o ICMS, como está planejando fazer, ou etanol fica mais caro. Esta redução anunciada nunca chega de fato para os postos e, consequentemente, aos consumidores”, pontua.