Prédio da Unifei será inaugurado na próxima segunda-feira
Prédio já está sendo utilizado desde o dia 25 de abril deste ano
A Prefeitura irá inaugurar, às 16 horas da próxima segunda-feira, 31 de outubro, o primeiro prédio do campus de Itabira da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O evento encerra as comemorações dos 163 anos de emancipação político-administrativa de Itabira, que começaram, oficialmente, no dia 3 de outubro. Participam da solenidade, o prefeito João Izael; o reitor da Unifei, Renato de Aquino Faria Nunes; o diretor da Vale – Ferrosos Sudeste, Zenaldo Oliveira, além das autoridades locais, líderes comunitários, representantes de entidades, associações e clubes de serviços.
O prédio já está sendo utilizado desde o dia 25 de abril, quando a Unifei transferiu para lá 900 estudantes dos 1º e 3º períodos de todos os cursos. Outros 150 estudantes do 7º período ainda estão tendo aulas nas salas do Instituto Tecnológico de Itabira (itec).
Em homenagem ao ex-vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, o primeiro prédio do campus Itabira recebe o seu nome. Segundo João Izael, o ex-vice-presidente foi um grande incentivador do projeto e se empenhou para que o processo de implantação fosse concretizado. “O senhor José Alencar contribuiu muito para o sucesso da universidade federal em nosso município”, ressaltou o prefeito.
Início
No ano de 2005, o prefeito João Izael idealizava o projeto de uma universidade federal em Itabira e, para concluir o grande sonho, deu início a um incessante trabalho, que foi apresentado no dia 22 de abril de 2008, quando a Prefeitura de Itabira iniciou oficialmente a implantação do campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) no município, através do convênio de cooperação técnica, administrativa e financeira firmado com a Unifei e com a mineradora Vale.
O convênio definiu as responsabilidades de cada parceiro. A Prefeitura de Itabira garantiu a infraestrutura necessária para o funcionamento da universidade, começando pela doação do terreno para o complexo universitário – 604 mil m² no Distrito Industrial II da cidade – e um investimento de R$ 15,6 milhões na construção do primeiro prédio.
À Vale coube o provimento dos equipamentos destinados aos laboratórios dos cursos, que hoje são utilizados nas atividades de formação, geração e aplicação de conhecimento. Segundo informações da assessoria de comunicação da Unifei, em 2008, a empresa repassou à universidade R$ 3,5 milhões para a instrumentalização de 17 laboratórios e, em outubro de 2010, mais R$ 12 milhões para a implantação de outros 40 laboratórios. Já a Unifei, é responsável por toda a estrutura do campus – manutenção, mobiliário, computadores, corpos docente e administrativo, todos os equipamentos que apoiam a estrutura administrativa do campus, além de implementar os cursos de engenharia.
Atividades
O primeiro vestibular da Unifei para as três engenharias – de materiais, computação e elétrica – aconteceu em julho de 2008. Em agosto, os servidores foram empossados, em setembro do mesmo ano, as aulas na universidade foram iniciadas no prédio da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi) e, no início de 2009, passaram para o Instituto Tecnológico de Itabira (iTec), onde laboratórios e biblioteca também foram montados.
De acordo com a assessoria de comunicação da Unifei, a proposta para o campus de Itabira é implantar uma universidade essencialmente inovadora e tecnológica, com ensino e pesquisa voltados às demandas atuais e futuras de mercado, incentivo ao empreendedorismo e comprometimento com o desenvolvimento local e regional – incluindo a incubação de empresas. Ainda segundo a assessoria, após a construção de mais edifícios, o prédio José Alencar – primeiro do complexo universitário – receberá a incubadora da Unifei.
Hoje, a universidade oferece nove cursos: engenharias elétrica, de materiais, da computação, saúde e segurança, ambiental, da mobilidade, de controle e automação, de produção e mecânica. Estão matriculados cerca de mil alunos e 180 funcionários compõem o corpo administrativo. A Unifei opera nas instalações do iTec e no primeiro prédio do complexo universitário, que abriga espaços administrativos e de aprendizagem.
Prédio
O primeiro edifício que a Prefeitura de Itabira construiu para abrigar a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) foi, também, a primeira edificação com uma arquitetura baseada nos conceitos do ecodesenvolvimento. Ele alia soluções tecnológicas de ponta – e por isso é, também, um prédio inteligente – com menor consumo de recursos naturais – tanto durante a execução do projeto, quanto na sua utilização.
Orçado em R$ 15,6 milhões, o prédio possui 4.244 mil m², divididos em quatro pavimentos e, abriga 60 salas de aula, sala de reunião, praça de alimentação, auditório, laboratórios, sanitários e escadas de acesso – uma com a caixa voltada para o ambiente interno e a outra, atendendo à exigência do Corpo de Bombeiros, com a caixa voltada para a área externa – e um elevador. O primeiro passo para se fazer esse prédio foi elaborar um projeto arquitetônico que esgotasse, ao máximo, a utilização dos recursos naturais disponíveis, constituindo-se, assim, a sua sustentabilidade, pela ênfase na eficiência energética e arquitetura de baixo impacto. Com foco nesse conceito, o prédio, que está localizado numa região de muitos ventos, foi projetado em formato triangular, que permite melhor distribuição da ventilação interna.
Outro exemplo de aproveitamento dos recursos naturais é a iluminação do prédio. Sua concepção arquitetônica permite mais entrada de luz solar. No centro da cobertura, uma cúpula fechada com material transparente, possibilita a entrada de luz natural para todos os ambientes de convivência interna.
Outro aspecto importante da edificação é o sistema de captação e reaproveitamento da água pluvial. Um reservatório, instalado na parte baixa do prédio, vai distribuir a água coletada das chuvas para finalidades não potáveis, como descargas, serviços de jardinagem e limpeza. De acordo com Marcelo Monduzzi, engenheiro civil responsável pela obra, “o telhado foi feito em sistema invertido, com declividade das bordas para o centro. Então, a água da chuva é coletada para um reservatório, recebe uma cloração e passa a ser utilizada na descarga dos banheiros e irrigação do jardim”, explicou. Ainda segundo ele, o sistema não foi caro, “pois o único custo é bombear essa água”.
Os ambientes internos foram executados com paredes em placas de gesso acartonado. O isolamento acústico é assegurado pelas mantas de fibras de vidro instaladas no interior das placas. A opção por este tipo de material permite a versatilidade dos ambientes, sem a necessidade de desperdícios com demolições.
Por abrigar laboratórios de grande porte, a edificação segue um rigoroso projeto de instalações de redes elétrica, lógica (cabeamento especial para computadores), hidráulica e sistemas de ar comprimido, ar condicionado e circuito interno de TV. As paredes em placas de gesso acartonado possibilitam a instalação embutida, de forma segura, de todas as redes.
Na elaboração do projeto, nada foi esquecido. Isso pode ser comprovado, ainda, nas soluções desenvolvidas para a redução de gastos. As lajes de piso foram executadas com a tecnologia steel deck, um tipo de laje composta por uma telha de aço galvanizado e uma camada de concreto. Dentre as muitas vantagens para a construção, este tipo de laje permite alta qualidade de acabamento, dispensa escoramento e reduz os gastos com desperdício de material. Consequentemente, a obra gerou menos impacto ao meio ambiente.