Prefeita de Monlevade pede a vereadores aprovação de projetos de empréstimos

Apesar das declarações da prefeita, os projetos não devem tramitar com celeridade na Câmara de Vereadores

Prefeita de Monlevade pede a vereadores aprovação de projetos de empréstimos
Pedidos de empréstimos dividem opinião em Monlevade – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho Moreira (PSDB), em entrevista ao marido e ex-prefeito Carlos Moreira, pediu que os vereadores aprovem os quatro projetos de empréstimos, encaminhados por ela. As propostas juntas somam mais de R$14 milhões. O valor é especificado para várias obras no município.

O apelo de Simone foi feito no início da tarde desta segunda-feira (28). Segundo ela, é necessária a aprovação dos pedidos para que ruas dos bairros Tanquinho e Sion recebam calçamento ou asfaltamento. Caso aprovados, parte do valor será usado ainda para construção da UBS 24h do bairro Novo Cruzeiro e reforma de quadras esportivas.

Ainda durante a entrevista, a prefeita afirmou que os pedidos feitos são de forma consciente e com responsabilidade para com o dinheiro público. “Pedimos os empréstimos com a consciência de que os futuros governos terão condições de pagar”, declarou. Simone Moreira ainda justificou os pedidos devido à dívida do Governo de Minas Gerais para com o município.

Vereador afirma que pedirá vários esclarecimentos

Apesar das declarações da prefeita, os projetos não devem tramitar com celeridade na Câmara de Vereadores. Isso porque ainda estão na primeira comissão permanente, que é a de Legislação e Justiça. Ela é formada pelos vereadores Thiago Titó (PDT), Pastor Carlinhos (MDB) e Vanderlei Miranda (PL).

Pastor Carlinhos, enquanto membro da comissão, já encaminhou várias perguntas à Caixa Econômica Federal. E ele já adiantou que quando o projeto for para a comissão de Finanças e Orçamento, da qual também faz parte, terá ainda mais questionamentos. Os edis já foram até criticados por Carlos Moreira e pelo secretário municipal de Fazenda, Thiago Duarte. O motivo é justamente os inúmeros questionamentos, que segundo os dois, atrapalham o Executivo a conseguir os valores pedidos.  Os vereadores responderam as provocações durante reunião ordinária.