Prefeitura de Itabira apresenta projetos de desenvolvimento sustentável para a cidade

Foram apresentados três projetos de desenvolvimento sustentável para o futuro de Itabira

Prefeitura de Itabira apresenta projetos de desenvolvimento sustentável para a cidade
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A Prefeitura de Itabira realizou na tarde desta terça-feira, 20 de setembro, o evento "Plantando o futuro para transformar o mundo. O entendimento global a partir das ações locais. A Agenda 2030 e a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável – ONU. Lançamento do projeto demonstrativo no território de Itabira". A apresentação foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na Mata do Intelecto, no bairro Santo Antônio.

Foram apresentados três projetos que serão realizados de maneira integrada. O primeiro foi o “Plantando o Futuro”, que é do governo estadual, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Uma parte dele é feito em parceria com o Instituto Espinhaço, com o nome de “Semeando florestas, colhendo águas no Espinhaço”.

O munícipio de Itabira se tornou um núcleo de produção de mudas da mata nativa dos biomas de Minas Gerais. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Nivaldo Ferreira dos Santos, o viveiro municipal, que produzia eucaliptos, na região do Posto Agropecuário, será ampliado e modificado para a produção das mudas. “Será agora um viveiro que irá produzir árvores da mata nativa de nossa região e vai atender Itabira e mais 11 munícipios, sendo um projeto de grande relevância em parceria com o Estado e o Instituto”, explicou.

O coordenador do “Plantando o Futuro”, Cleber Maia, explicou que se trata de um projeto importante para o governo estadual, já que durante três séculos e meio Minas Gerais foi dominada por uma atividade econômica extremamente degradante ao meio ambiente. “Principalmente a atividade minerária e agropecuária contribuíram para isso. Sem entrar no mérito se foi um caminho correto ou não, existe uma degradação. O projeto “Plantando o Futuro” acaba vindo para num ensejo da gente tentar entender ou melhorar esse processo. Vamos conseguir fazer muito pouco do que é necessário, mas o pouco que a gente fizer é uma contribuição que a gente dá para que as gerações futuras tenham, pelo menos, o direito de explorar a natureza como a nossa tem explorado até aqui”, disse.

Em outra parte da parceria com o Instituto do Espinhaço, Itabira servirá como um projeto demonstrativo que será apresentado para a Unesco, da implementação dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). O presidente do Instituto, Luis Cláudio de Oliveira, explicou como é essa parte do projeto. “Na visão do Instituto do Espinhaço, essa é uma excepcional oportunidade para que Itabira demonstre para o país o esforço de uma sociedade para poder implementar os ODS que foram assumidos pelo Brasil, mas que estão ainda no campo da possibilidade, pois ninguém ainda construiu esses objetivos como política pública”, contou.

Luis Cláudio falou ainda que se trata de um projeto pioneiro e que, por isso, será demonstrativo. “Em Minas Gerais não tem nenhuma cidade que está fazendo. É o único sentido em viabilidade de garantir manutenção de qualidade de vida para as pessoas. Os ODS tem o foco muito claro nisso”, afirmou.

Educação ambiental

O terceiro projeto apresentado, chamado “Cidadania Planetária”, realizado em parceria entre as secretarias municipais de Educação e Meio Ambiente, busca integrar iniciativas públicas e privadas de educação ambiental. De acordo com Nivaldo Ferreira, algumas instituições já estão sendo inseridas e outras podem participar. “Quem tiver interesse em participar, preencher, mostrar o trabalho de educação ambiental que existe na cidade, cadastrar alguma instituição que faça esse tipo de trabalho, pode entrar em contato com as secretarias de Meio Ambiente e Educação, para receber as orientações para acessar o formulário que está disponível na internet, para cadastrar esses projetos. A ideia é fazer um catálogo virtual, pensando também em evitar papel, evitando mais um problema ambiental”, explicou.