Prefeitura de Itabira oferece oficinas para bordadeiras

A Prefeitura de Itabira começou ontem, 4 de junho, a primeira etapa do projeto Arte Moda Ecologia, no Museu do Tropeiro, em Ipoema.   Com o objetivo de reinventar a tradição ancestral do bordado para tecidos reaproveitados, o projeto oferece oficinas de capacitação para as bordadeiras da zona rural de Itabira. De acordo com a […]

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A Prefeitura de Itabira começou ontem, 4 de junho, a primeira etapa do projeto Arte Moda Ecologia, no Museu do Tropeiro, em Ipoema.
 
Com o objetivo de reinventar a tradição ancestral do bordado para tecidos reaproveitados, o projeto oferece oficinas de capacitação para as bordadeiras da zona rural de Itabira. De acordo com a diretora do museu e coordenadora do projeto, Eleni Cássia Vieira, a responsabilidade do projeto é aperfeiçoar a mão-de-obra dentro da interpretação dos ícones tropeiros, aliados aos poemas de Carlos Drummond de Andrade. “Os temas das poesias, a técnica da bordaria, o ambiente dos tropeiros, a descoberta das bordadeiras de Ipoema, Itabira e Senhora do Carmo justificam este projeto que abre portas para a diversidade cultural e para os consumidores que procuram diferencial e design”, afirmou Eleni.
 
A artista plástica Elisa Grossi Fabrino, responsável pelo design e metodologia das oficinas, explicou que a indústria da moda busca no bordado “um valioso vetor no sentido de se alcançar a moda ética”. Ainda segundo ela, o sistema têxtil procura profissionais com capacidade técnica “e que carreguem o saber tradicional elaborado de maneira contemporânea”, ressaltou Elisa Fabrino.
 
Além disso, as responsáveis pelo projeto afirmaram que outro objetivo das oficinas é a inserção social e profissional dos moradores da zona rural para a geração de renda. As oficinas acontecem das 9 às 17 horas e a primeira etapa termina na próxima quarta-feira, 6.
 
Tropeirismo e poesia
Para o desenvolvimento do projeto, a coordenadora Eleni Vieira explicou que uma pesquisa foi feita para identificar o nível de conhecimento que as itabiranas têm sobre o bordado e, segundo ela, “constatou-se que as matriarcas de Itabira e seus distritos possuem grande conhecimento de pontos como bainhas, richelieu, crivo e ponto cheio”.
 
O projeto Arte Moda Ecologia alia também, as técnicas de bordado à literatura do Tropeirismo para suprir a carência da indústria de roupas “que precisa de diferencial para enfrentar a concorrência estrangeira e promover a autoestima, renovar o olhar, abrindo inclusive, espaço à valorização da cultura local”, revelou Elisa Frabrino, que ainda constatou: “na verdade, artesãs e técnicas estão desaparecendo e é grande a procura de bordadeiras no mercado. Então, nada mais justo que trazê-las de volta para esse lugar merecido”.