Prefeitura de Monlevade aumentará repasse para auxiliar no custeio do Hospital Margarida

A partir de janeiro, Executivo repassará R$300 mil a mais à casa de saúde

Prefeitura de Monlevade aumentará repasse para auxiliar no custeio do Hospital Margarida
Aumento de repasse ajudará na manutenção do Hospital Margarida – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A Prefeitura de João Monlevade irá repassar R$300 mil a mais ao Hospital Margarida a partir de janeiro, a fim de auxiliar no custeio de despesas da casa de saúde. A questão foi um dos pontos discutidos em reunião que ocorreu na noite desta quarta-feira (9), no Margarida, com a presença da provedoria, administração, representantes da Prefeitura e médicos.

O provedor do hospital, José Roberto Fernandes, iniciou o encontro contando um histórico da dívida. Segundo ele, ainda no governo do ex-prefeito Teófilo Torres, a Prefeitura se manteve disposta a ajudar financeiramente, mas como a quantidade de medicamentos em estoque e outros números não batiam, este auxílio ficava comprometido. “Assim trabalhamos primeiro internamente no hospital, modernizando a forma de administrar, organizando a casa, para depois buscar novamente esse auxílio”, explicou. Ainda conforme José Roberto, Prefeitura e hospital se reuniram na terça-feira, após intensa divulgação na imprensa à cerca do não pagamento por parte do hospital aos médicos, referente aos atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). A casa de saúde justificou que precisava comprar medicamentos e suprimentos, e por isso o atraso.

Alguns acordos foram firmados neste encontro. O primeiro é o repasse de R$160 mil, parcelados, para pagamento de órteses e próteses, custeio que não é feito via SUS. Outro acordo é que o Executivo passará mensalmente mais R$300 mil, a partir de janeiro, para custeio de material e medicamentos. “Assim não precisaremos priorizar o pagamento de um custo a detrimento de outro, que é o que ocorre agora com o atraso no repasse aos médicos”, justificou o provedor.

Mais empréstimo e emendas

Outras fontes de renda vêm chegando para a casa de saúde. Primeiro foi o depósito por duas semanas consecutivas do valor do Rede Resposta, que deve ser pago pelo Governo do Estado. A dívida do governo para com o Margarida é de R$5.906.121,17. Além disso, o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB) destinou via emenda parlamentar R$300 mil à casa de saúde, e mais R$400 mil que deve ser depositado ainda este ano. Outro deputado federal que destinou verba foi Igor Timo (Pode). O valor exato não foi informado. “Há ainda o deputado federal Haroldo Cathedral (PSD), que em visita este mês afirmou que destinará R$1 milhão”, declarou José Roberto.

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Outra fonte de renda é um empréstimo que vem sendo feito junto ao Bradesco, na ordem de R$1,7 milhão. Este será usado para regularizar a situação junto à classe médica.

“Cortaremos na carne para ajudar o hospital”, afirma secretário

Além dos auxílios citados, a Prefeitura garantiu o repasse mensal de R$300 mil a partir de janeiro. Segundo explicou o secretário de Fazenda, Tiago Duarte, o Executivo fará sérias contingências para cumprir o acordo firmado. “Não houve projeção de aumento de receita. Vamos fazer um planejamento e cortar realmente na carne, para suprir isso. Não podemos deixar que o Margarida feche as portas”, explicou o secretário. A fala dele foi endossada pelo provedor do hospital, que afirmou que fará novas negociações com outras prefeituras, em especial as de cidades vizinhas, que tem seus moradores atendidos no Margarida, mas não auxiliam no custeio da casa de saúde. “Vamos trabalhar para repasse mensal de cada cidade. Queremos uma média de R$3,52 por cidadão”, justificou José Roberto.

 

 

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