Preso suspeito de tentar matar deputado Durval Ângelo e delegado de Timóteo

O suspeito de tentar matar o deputado estadual Durval Ângelo (PT) e o delegado aposentado de Timóteo, Francisco Lemos, será apresentado pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira. O homem, identificado como Adriano Rodrigues Miranda, de 25 anos, conhecido por "Pit Bull", foi preso no último sábado e será apresentado pela Delegacia de Homicídios de […]

O suspeito de tentar matar o deputado estadual Durval Ângelo (PT) e o delegado aposentado de Timóteo, Francisco Lemos, será apresentado pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira. O homem, identificado como Adriano Rodrigues Miranda, de 25 anos, conhecido por "Pit Bull", foi preso no último sábado e será apresentado pela Delegacia de Homicídios de Contagem. Segundo a polícia, os crimes foram encomendados pelo ex-prefeito de Tarumirim (Vale do Rio Doce), João Correia da Silveira, o "João Caboclo".

"Pit Bull" havia sido preso em Timóteo pelo delegado Francisco Lemos, em 2007, acusado de matar o ex-presididário Oliveira de Paula. Julgado à revelia e condenado a 24 anos e 10 meses de prisão, ele era foragido da Justiça.

Na época de sua prisão, ele confessou a morte do ex-presidiário e deu detalhaes de outras execuções a mando do ex-prefeito João Caboclo. "Pit Bull’ chegou a confessar ter recebido uma encomenda no valor de R$ 60 mil para assassinar o delegado Francisco Lemos. Em depoimento, o pistoleiro afirmou que cobrava R$ 5 mil pelas mortes, sendo que R$ 2 mil eram pagos antecipadamente e o restante na conclusão do "serviço". Já em relação ao deputado Durval Ângelo, a morte teria sido pedida por causa de desentendimentos políticos entre João Caboclo e o parlamentar.

O julgamento de João Caboclo estava marcado para o dia 4 de fevereiro, mas foi adiado e não tem nova data agendada.

"Tele-morte"

O delegado Francisco Lemos concluiu em investigações que João Caboclo e "Pit Bull" seriam também responsáveis pelo assassinato de Jânio Neves Campos, ocorrido em 2006 na cidade de Bugre, Zona da Mata. No inquérito policial, o delegado averiguou que muitos foram os assassinatos de pessoas planejados por João Caboclo a partir de um "tele-morte". Conforme as investigações, era por telefone que o ex-prefeito ordenava que as pessoas fossem executadas por "Pit Bull".