Prioridade é transformar a Acita numa entidade forte e independente, diz presidente

O presidente da Acita, José Antônio Reis Lopes

Após dois meses à frente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Itabira (Acita), o presidente José Antônio Reis Lopes, 53 anos, conta, em entrevista a seguir, a atual situação da entidade e as iniciativas que já foram tomadas durante este período.
 
 
DeFato: Desde sua posse na Acita, no final de abril, quais foram as primeiras iniciativas tomadas à frente da entidade?
 
José Antônio: A confecção de um planejamento estratégico. Nós entendemos que uma entidade presta serviço a alguém. E, se ela presta serviço a alguém, nós precisamos de entender as demandas de quem é beneficiado por esse serviço. No caso da Acita, a classe empresarial, em especial seus associados. Então queremos ouvir esses associados, ouvir os empresários de uma forma geral, para saber o que eles esperam da entidade. Para então, ser dado o início à montagem do planejamento estratégico. Estamos com uma pesquisa encomendada à Data MG, finalizando a pesquisa, para que a partir daí, nós tenhamos conteúdo para esse planejamento.
 
DeFato: Houve a proposta de se dar continuidade no pensamento das diretorias anteriores ou se pensa numa mudança radical?
 
José Antônio: Entendemos que toda nova diretoria, todo novo presidente, tem seus sonhos. E claro que, como presidente, tenho meus sonhos, cada diretor meu, tem seus sonhos. Isto está sendo colocado, porém, aquelas iniciativas que já vinham em andamento dentro da Acita, e que dentro da pesquisa que está sendo realizada, seja de importância para o empresariado, será dada sequência.
 
DeFato: Quais os projetos da Acita para a qualificação de mão de obra?
 
José Antônio: A Acita tem convênios com várias entidades, algumas até especializadas em treinamento da mão-de-obra. Temos a Vale, que atua através do projeto Inove, onde existe uma parte de qualificação da mão-de-obra, o Sebrae, a Federaminas e a Fiemg. Entendemos hoje, que uma empresa para ter qualidade, tem que ter também produtividade na sua mão de obra, o que se torna fundamental para o empresariado. Então, se a Acita busca facilidade no empresariado, serviços aos seus associados, o carro-chefe com certeza é a mão de obra.   
 
DeFato: A situação jurídica da Acita, depois de negociações, hoje está sob controle ou encontra dficuldades para dar prosseguimento às ações?
 
José Antônio: Na parte de negociação, está sob controle. Os acordos já foram feitos, porém, a dificuldade existe sim no cumprimento desses acordos, porque são acordos caros, grandes e isso demanda uma receita de um tamanho maior por parte da Acita, para o cumprimento destes. Porém, a Acita tem hoje, uma situação financeira em equilíbrio, em termos de caixa, ou seja, com o que a Acita arrecada hoje, ela consegue cumprir todas as suas obrigações e mais esses acordos. O que hoje nós temos dificuldade na Acita, com os recursos financeiros que ela tem, é levar serviços aos nossos associados, porém nós resolveremos essa questão, através dos convênios com os parceiros já citados anteriormente.
 
DeFato: Na audiência pública sobre a duplicação da BR-381, o senhor representou a entidade e apresentou reivindicações. Agora à frente da entidade, pretende se engajar em ações como esta?
 
José Antônio: Sim. Aliás, nós já participamos de uma paralisação que foi realizada junto com a comunidade de Caeté, no trevo dessa cidade, estivemos lá junto com a Câmara Municipal de Itabira, representando a Acita. E agora, juntamente com a Câmara Municipal e outras entidades da cidade, já estamos planejando uma parada no trevo de Itabira, que está marcada para o dia 6 próximo. Deverá acontecer um culto ecumênico e o movimento terá duração estimada de duas horas. O horário está praticamente definido, deverá ser de 14h às 16h. Lá, as entidades estão sendo chamadas a levar várias faixas. Vamos contar também com a parceria de cidades vizinhas. Temos confirmada a participação de um pessoal de Caeté, o prefeito de Bom Jesus do Amparo, comprometeu-se de estar junto conosco. Então, deve ser uma parada de um tamanho maior e terá uma repercussão maior que as já realizadas.
 
DeFato: A prioridade hoje na Acita é aumentar o número de associados ou arrumar a casa financeiramente?
 
José Antônio: A prioridade na Acita hoje é transformá-la em uma entidade forte e independente. Uma entidade que tenha uma estrutura, que consiga levar aos seus associados aquilo que eles realmente precisam, os serviços. Serviços no sentido de treinamento de mão de obra, trazer novos negócios para Itabira. Enfim, criar na cidade, um ambiente propício aos negócios, ou seja, no fortalecimento da economia local. Claro que a Acita não pensa em fazer isso sozinha, sempre fez esse trabalho no seu passado. A Acita é uma prestadora de serviços aos seus associados há muitos anos, uma entidade de 85 anos. Mas, de acordo com essas instabilidades que aconteceram nos últimos anos, é bom frizar que as diretorias anteriores tiveram muitas dificuldades. Os presidentes e a diretoria tiveram que se dedicar muito para a resolução dos problemas passados. Mas, a empresa não pode parar pensando nos problemas que teve. A situação tem que ser resolvida e, cumprido o que foi combinado, para que volte a ser uma entidade independente.
 
DeFato: Alguma questão que o senhor não abordou e gostaria de lembrar?
 
José Antônio: É importante deixar registrado que, durante esses 60 dias da nova presidência, já entramos em contato com todas as empresas parceiras (Vale, Prefeitura de Itabira, SEBRAE, FIEMG, Federaminas), ouvimos essas entidades, colocamos as nossas demandas. A partir disso, tivemos uma gama de serviços que elas podem colocar à disposição da Acita, para que esta consiga passar aos seus associados. Isso vai para o nosso planejamento estratégico e acredito que em, no máximo, 30 dias, ele estará concluído. Aí poderemos dizer, pontualmente, cada ação que a Acita irá executar.