Procurador geral da República defende aborto para grávidas com zika

Segundo Janot, em casos confirmados de zika, a saúde psíquica da mulher pode ser afetada

Procurador geral da República defende aborto para grávidas com zika

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, defendeu o aborto para mulheres infectadas por zika, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre ação movida pela Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep), que pede direito à interrupção da gravidez para infectadas pela doença.

De acordo com o documento, enviado na última terça-feira, 6 de setembro, a continuidade forçada da gestação nos casos em que há certeza da infecção pelo vírus, representa risco "à saúde psíquica da mulher".

Na opinião de Janot, a recomendação não significa "desvalor à vida humana ou à das pessoas com deficiência". Isso porque, diz ele, a decisão será sempre da gestante. No parecer, a Procuradoria também ponderou que a Anadep não é o autor adequado para ações judiciais que tratem desse assunto.

A Advocacia-Geral da União, na mesma ação, se posicionou contra a interrupção de gravidez para mães com zika. Em meio à epidemia de zika iniciada no ano passado, o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas já pediu às nações afetadas que liberem às mulheres o aborto e métodos contraceptivos.