Procuradoria Militar denuncia 12 envolvidos em caso de fuzilamento de veículo no Rio de Janeiro

A 1ª Procuradoria de Justiça Militar ofereceu denúncia contra 12 militares envolvidos na ação que resultou na morte de duas pessoas e deixou uma ferida, no dia 7 de abril, no bairro de Guadalupe, próximo à Vila Militar, na capital fluminense. Durante a ocorrência, os oficiais do Exército abriram fogo contra o carro de uma […]

Procuradoria Militar denuncia 12 envolvidos em caso de fuzilamento de veículo no Rio de Janeiro
Carro foi fuzilado por militares do Exército no Rio de Janeiro

A 1ª Procuradoria de Justiça Militar ofereceu denúncia contra 12 militares envolvidos na ação que resultou na morte de duas pessoas e deixou uma ferida, no dia 7 de abril, no bairro de Guadalupe, próximo à Vila Militar, na capital fluminense. Durante a ocorrência, os oficiais do Exército abriram fogo contra o carro de uma família e dispararam, pelo menos, 80 tiros contra o veículo. Na ocasião, morreu o músico Evaldo Rosa dos Santos e foi baleado o catador Luciano Macedo, atingido ao tentar ajudar a primeira vítima. Macedo acabou morrendo dias depois. Os militares disseram ter pensado que se tratava de um automóvel semelhante conduzido por criminosos.

“Os militares, um 2º tenente, um 3º sargento, dois cabos e oito soldados, foram denunciados pela prática dos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio, previsto no art. 205, § ; 2º, III, do Código Penal Militar e omissão de socorro, descrito no art. 135, do Código Penal Comum”, informou a procuradoria, em nota divulgada nesta sexta-feira, 10.

Segundo o órgão, “a tropa estava em trânsito, quando foi avisada do roubo que acontecia logo à frente”. “Ao chegarem ao local do fato e encontrarem os criminosos, os militares efetuaram disparos de fuzil e pistola. Os autores do roubo empreenderam fuga em dois veículos, um Honda City roubado e um Ford Ka branco que utilizavam para o crime”.

Ainda de acordo com a procuradoria, “os militares, que perseguiam os autores do roubo, chegaram em seguida e se depararam com um veículo com características semelhantes ao usado na fuga, um Ford Ka branco parado. Supondo tratar-se dos autores do roubo do Honda City, o tenente e, na sequência, os demais denunciados deflagraram disparos de fuzil e de pistola contra o veículo e contra Luciano Macedo, que ainda correu em direção ao Minhocão, mais foi alvejado no braço direito e nas costas”.

No texto divulgado nesta sexta-feira, a procuradoria afirma que, “após o reconhecimento do local e constatados os feridos, os militares não prestaram socorro imediato às vítimas”. A procuradoria informa ainda que, “segundo levantamento realizado pela Polícia Judiciária Militar, naquela tarde de 7 de abril de 2019, considerando o primeiro e o segundo fatos, os denunciados dispararam 257 tiros de fuzil e de pistola. Já com as vítimas não foram encontradas armas ou outros objetos de crime”.

(Agência Brasil)