Professor da Unifei compara manifestações a micaretas
Flávio defendeu a reflexão de uma pluralidade na divulgação das notícias
As manifestações que ocorrem Brasil afora estão no centro da maioria das discussões. O tema também foi abordado no debate promovido pelos integrantes do Projeto de Extensão “Pausa”, coordenado pelo professor de Filosofia da Unifei, Flávio Fontenelle Loque. O encontro ocorreu na noite dessa quinta-feira, 27 de junho, em Itabira, e reuniu estudantes da instituição e comunidade. O objetivo foi promover um debate sobre a cobertura dos protestos de rua pela imprensa.
Professor Flávio começou sua apresentação mostrando alguns vídeos das manifestações. Ele questionou sobre a “neutralidade” da mídia, especialmente nesses movimentos. O filósofo traçou um panorama social e levantou dúvidas sobre o foco dos protestos, chegando a descrevê-los como “micaretas cívicas”, onde cada um vai às ruas reivindicando algo diferente: uns educação, outros o passe livre, etc.
Flávio defendeu a reflexão de uma pluralidade na divulgação das notícias e chamou atenção quanto à necessidade de filtragem das informações recebidas pelos consumidores de notícias. O professor ressaltou o “recorte” da mídia e questionou sobre “quem é o vândalo e quem é o manifestante”.
Dentro do mesmo assunto, o professor de sociologia, Milton Zamboni, que também coordenou os debates, falou sobre a "verdade" nesses acontecimentos. Ele opinou sobre a responsabilidade da mídia e comparou o jornalismo aos livros de história, por contar parte dos acontecimentos. Sobre os manifestos, o sociólogo declarou que são movimentos que representam uma revolta da classe média. “O povo está cansado de pagar a conta e foi às ruas”.