Professores da rede municipal de BH realizam paralisação nesta quinta e podem entrar em greve

A votação para declarar ou não a greve está marcada para às 14h desta quinta-feira, na Praça da Estação

Professores da rede municipal de BH realizam paralisação nesta quinta e podem entrar em greve
(Foto: Arquivo/Divulgação PBH)

Os professores da rede municipal de Belo Horizonte realizam uma paralisação total das atividades nesta quinta-feira (5) em protesto contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de BH. Ainda na tarde hoje, os servidores vão decidir pela greve, que teria início nestasexta-feira (6).

A votação para declarar ou não a greve está marcada para às 14h, na Praça da Estação. A categoria reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho. “A paralisação ocorre em meio à Campanha Salarial 2025, que teve início ainda em janeiro, mas só agora, após meses de silêncio por parte do governo municipal, recebeu uma proposta concreta da Prefeitura”, diz comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-REDE/BH).

Segundo o sindicato, na última reunião com a Prefeitura de BH, foram apresentadas as seguintes propostas:

  • Reajuste linear de apenas 2,49% — inferior à inflação acumulada dos últimos 12 meses e o menor índice de toda a região metropolitana;
  • Reajuste do vale-refeição em 2,49%, retroativo a maio;
  • Aumento do valor do vale-refeição para R$ 60,00, no mês subsequente à aprovação da lei;
  • Possibilidade de avanço de um nível na carreira por escolaridade, mediante critérios da PBH.

O sindicato afirma que o índice de reajuste proposto está abaixo do reajuste do Piso Nacional do Magistério (6,27%) e distante de outras cidades da região metropolitana, como Santa Luzia (8%), Ribeirão das Neves e Vespasiano (6,27%) e Betim (6,5%). “Até mesmo o governo estadual reajustou os salários dos professores em 5,26%”, questiona o Sind-REDE.

“O Sind-REDE/BH denuncia que os recursos da educação vêm sendo utilizados de forma alheia às reais necessidades das escolas, enquanto os trabalhadores enfrentam sobrecarga, adoecimento e salários defasados”, afirma o sindicato.

Além da luta por reajuste digno, a Campanha Salarial 2025 inclui pautas específica sobre as condições de trabalho nas escolas, que vai desde a recomposição do quadro; aumento do tempo de planejamento; recomposição da defasagem salarial dos aposentados; e melhoria da estrutura das escolas para melhores condições de trabalho.

Professores podem entrar em greve

O Sindicato informou que proposta da Prefeitura já foi avaliada, em uma reunião com os trabalhadores em educação realizada na segunda-feira (2). Os representantes aprovaram o início da greve a partir desta sexta-feira (6). A posição será reavaliada na assembleia desta quinta-feira e pode ser ratificada ou revertida, caso a prefeitura aponte avanços na negociação.