Projeto dos ambulantes é retirado de tramitação por 30 dias
Proposta rendeu discussão na Câmara de Monlevade
A votação do projeto de Lei 1.086/2019, que se refere à destinação de espaço público para o comércio ambulante, rendeu discussão na reunião ordinária da Câmara de João Monlevade, que ocorre na tarde desta quarta-feira (25). O vereador Djalma Bastos (PSD) pediu que o presidente da Casa, Leles Pontes (Republicanos), usasse de sua autoridade para sobrestar a proposta, ou seja, suspender a tramitação. “A proposta virou cabo de guerra. Ninguém quer ser responsável por essa situação. O Ministério Público tem sua opinião e ficar pedindo vista não vai resolver”, afirmou.
A fala dele teve o apoio dos vereadores Guilherme Nasser (PSDB) e Belmar Diniz (PT). O primeiro afirmou que o Executivo deveria construir uma proposta junto aos ambulantes. Já Belmar Diniz quer uma discussão ampla junto aos comerciantes regulares, vereadores, Prefeitura e ambulantes.
Tonhão e Sinval se exaltam
O vereador Tonhão (PPS) atacou os vereadores favoráveis à suspensão. “A Casa não quer regularizar os ambulantes. Os vereadores não têm autonomia. Os vereadores tem receio do projeto ser polêmico, de perder voto. Quero ver se vão devolver os projetos dos R$14 milhões da prefeita”, desafiou o vereador.
Sinval Dias (PSDB), líder do Governo, foi mais radical. “Tem mais de 20 anos que estou vereador e nunca vi uma Câmara com tanto medo de votar em projeto. Estão querendo esconder do problema? Tem três meses que está na Casa”, afirmou.
Por fim, a suspensão foi colocada em votação, que ficou empatada. O presidente da Câmara, Leles Pontes teve que desempatar e votou favorável à proposta de Djalma Bastos, de sobrestar por 30 dias.




