Projeto ‘ESTAÇÃO’ inicia oficinas de fotografia; Itabira lidera participação entre cidades e recebe parte das atividades presenciais

Em relação à distribuição geográfica, Belo Horizonte concentrou o maior número de inscritos (36%), seguida por Itabira (15,5%), Barão de Cocais (12%), Nova Era (10%), João Monlevade (9%), Antônio Dias (7%) e Rio Piracicaba (6%)

Projeto ‘ESTAÇÃO’ inicia oficinas de fotografia; Itabira lidera participação entre cidades e recebe parte das atividades presenciais
Foto: Divulgação/Projeto Estação

Com 348 inscritos, o projeto ‘ESTAÇÃO’ encerrou o período de inscrições no último dia 27 de abril. As oficinas inaugurais começaram no dia 12 de maio, com encontros online e presenciais, reunindo 80 participantes selecionados de acordo com os critérios propostos pelo projeto. Os alunos são moradores de Belo Horizonte, Itabira, Barão de Cocais, Nova Era, João Monlevade, Rio Piracicaba e Antônio Dias.

Focado na memória da Estrada de Ferro que liga Vitória a Minas, o projeto propõe vivências artísticas que conectam identidade, território e patrimônio por meio da fotografia e da ocupação criativa de espaços urbanos.

Entre os municípios participantes, Itabira se destacou como a cidade do interior com maior número de inscrições, representando 15,5% do total. Parte das atividades presenciais das oficinas de fotografia também acontecerá na cidade, que integra o trajeto histórico da ferrovia e será um dos cenários para produções e exposições futuras.

Retrato da diversidade mineira

Os dados levantados na etapa de inscrições mostram a diversidade social e o potencial formativo do projeto:

  • 69% dos inscritos são mulheres;
  • 67% se autodeclaram negros ou pardos;
  • 72% têm pouco ou nenhum conhecimento prévio em fotografia, o que demonstra o caráter formativo da proposta;
  • 58% concluíram o ensino médio, 34% têm ensino superior e **8% têm ensino fundamental;
  • 31% estão inscritos em programas sociais, reforçando o acesso à população em situação de vulnerabilidade.

Em relação à distribuição geográfica, Belo Horizonte concentrou o maior número de inscritos (36%), seguida por Itabira (15,5%), Barão de Cocais (12%), Nova Era (10%), João Monlevade (9%), Antônio Dias (7%) e Rio Piracicaba (6%).

Arte, memória e território

Além de ensinar técnicas de fotografia e edição, o projeto propõe a criação de uma rede de afetos e saberes compartilhados entre comunidades historicamente ligadas pela ferrovia. Com abordagem sensível, o projeto une educação, arte e memória, usando a fotografia, a videoarte e as instalações urbanas como ferramentas de expressão e valorização das histórias locais.

“Não nos restam dúvidas de que o aproveitamento dos recursos oferecidos em aula, por professores muito capacitados, será muito valioso. O plano de aulas está muito abrangente e os alunos terão muitas surpresas a desvendar no trajeto desses encontros. Posso dizer, antecipar, que os alunos verão maravilhas no simples fato de olhar para as pessoas, olhar para as memórias e tradições locais, e que por muitas vezes, na pressa da vida, a nossa fração de ver não consegue captar”, declara Ana Paula Florenzano Ferreira, Assessora Pedagógica do Projeto.

Com atuação plurianual e abordagem multidisciplinar, o ESTAÇÃO se firma como uma proposta singular no cenário cultural brasileiro, especialmente ao valorizar o patrimônio ferroviário e a cultura das cidades do interior, muitas vezes invisibilizadas.

Sobre o projeto

O ESTAÇÃO é idealizado e realizado pela HORUS Planejamento e Gestão, com apoio da Vale e regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ao unir arte e protagonismo comunitário, a iniciativa destaca o potencial da cultura como instrumento de transformação e reconhecimento social.