Projeto Mãe D Água fatura terceiro lugar no 8º Prêmio Furnas Ouro Azul
Viveiro de mudas do Projeto Mãe D Água conservadas em ambiente fechado
O Projeto Mãe D’ Água mais uma vez é destaque como iniciativa de preservação ambiental. Na noite desta quarta-feira, 17 de dezembro, no “Ilustríssimo Espaço e Eventos”, no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, foram premiados os cinco melhores trabalhos voltados para a recuperação e preservação de recursos hídricos e uso racional da água desenvolvidos em Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
O Prêmio Furnas Ouro Azul é uma promoção dos jornais Estado de Minas, Correio Braziliense e Jornal do Commercio, em parceria com a Furnas Centrais Elétricas. O objetivo é incentivar as iniciativas e os bons exemplos de cidadãos, empresas e órgãos públicos quanto ao uso inteligente da água nos três estados. Este ano, foram destacadas 27 ações, em nove categorias: empresa pública, empresa privada, pessoa física, comunidade, universitários, pós-graduados em nível mestrado e doutorado e destaques estaduais.
O primeiro lugar coube à Emater, com o projeto “Programa Verde Minas” e o segundo classificado, a Copasa com o “Programa de Operação e Manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário de Ipatinga Apoiado por Ações de Educação Socioambientais”.
OURO AZUL
As propostas inscritas, em número total de 135, form voltadas para a revitalização e conservação dos recursos hídricos, assim como o envolvimento da comunidade com questões ambientais, por meio de variadas práticas de conscientização e estratégias que permitam o melhor aproveitamento desses recursos.
Preservação dos recursos hídricos e uso racional da água preocupam o mundo e ganham destaque em organizações, pesquisas e imprensa. Isso por que a maior parte da água no planeta é salgada: 97,5%. Os 2,5% de água doce seriam suficientes para a população do planeta se fossem bem usados. Mas muitas regiões que já tiveram água de qualidade em abundância no passado sofrem hoje com a escassez do recurso, comprometido por um crescimento populacional elevado e seu uso nada racional, que inclui consumo em excesso e o descarte impróprio da água não tratada. Por isso, a constante busca de soluções para esse cenário, com os trabalhos premiados hoje e que publicados em cadernos especiais no EM, Correio Braziliense e Jornal do Commercio.
MÃE D’ÁGUA
O Projeto Mãe D’Água carrega o emblema da revitalização da sub-bacia hidrográfica do Córrego Contendas. Ele é mais um afluente que desemboca no manancial do Sistema Pureza, que abastece a metade de Itabira. A sua implantação ocorreu a partir de 2005. Em área do antigo Posto Agropecuário, região do Distrito Industrial, foi criado um viveiro de mudas, que também conta com espécies de eucalipto, num projeto paralelo destinado a atender o pequeno produtor. a
As principais ações do projeto são assim definidas, resumidamente:
— Plantio de mudas de espécies nativas, nas áreas no entorno das nascentes, áreas que margeiam os cursos de água, topos de morros e encostas íngremes.
— Implantação de caixas de retenção de águas de chuva e de cordões ou terraços em curva de nível, para aumentar a taxa de retenção das águas de chuva.
— Envolvimento dos proprietários rurais, que deverão participar ativamente em todas as etapas do processo.
— Implantação de programa de comunicação/educação ambiental, a ser desenvolvido junto aos seguintes segmentos: produtores rurais — realização de Dia de Campo; escolas locais — palestras para alunos e familiares; comunidade itabirana — palestras e visitas aos locais das intervenções; região — palestras e visitas, por meio dos comitês de bacias hidrográficas.
—Entrosamento com os principais parceiros: secretarias municipais — Agricultura e Abastecimento e Meio Ambiente; entidades estaduais — Emater, IMA, IEF, comitês de bacias hidrográficas dos rios Santo Antônio, Piracicaba e Doce (apoiadores); sociedade civil organizada
— Interassociação dos Amigos dos Bairros de Itabira, associações dos moradores das localidades — Posto Agropecuário, Vista Alegre, Barreiro, Candidópolis; instituições de ensino superior — Funcesi e Censi; Núcleo Amai (Apoio e Recuperação de Dependentes Químicos), Apac (Apoio e Recuperação de Detentos), Movimento de Consciência Negra, Sociedade Ambiente Vivo de Itabira – Savi, Ministério Público.
— Assessoria técnica: Centro Mineiro Para Conservação da Natureza – CMCN da Universidade Federal de Viçosa.
—Andamento do Projeto: Viveiro de Mudas — Aquisição dos equipamentos e materiais, implantação da Estação de Monitoramento da Qualidade e Quantidade de água, confecção de cercas; convênio para contratação de mão deobra, já efetivada em junho de 2006.
— Datalhes numéricos: área total a ser contemplada — 431 hectares (poder público: 226 ha, propriedades particulares: 165 ha, Terceiro setor: 40 ha).