Projeto que transforma Itabira em Capital do Tropeirismo deve ser sancionado até abril, prevê deputado
Deputado Gustavo Valadares esteve em Itabira nessa quinta-feira
O deputado estadual Gustavo Valadares (PSD) disse em entrevista a DeFato Online que o projeto de lei de sua autoria, que concede a Itabira o título de Capital Estadual do Tropeirismo, deve ser aprovado em segundo turno e sancionado pelo governador Anastasia antes do mês de abril. Gustavo Valadares esteve na cidade junto do presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Dinis Pinheiro (PSDB), nessa quinta-feira, 21 de fevereiro.
“Tentamos, no final do ano passado, depois de vencer algumas resistências dentro da Assembleia, aprovar o projeto que coloca Itabira como Capital Mineira do Tropeirismo. Aprovamos em primeiro turno e agora, na próxima semana, vamos levá-lo à Comissão de Cultura”, disse. De acordo como deputado, o projeto deve voltar ao Plenário antes do final de fevereiro.
A expectativa é ter a sanção do governador antes da festa de 10 anos do Museu do Tropeiro de Ipoema, distrito itabirano, que acontece sempre no mês de abril. “Até lá, Itabira estará consolidada como a Capital Mineira do Tropeirismo”, afirmou o autor do projeto. Além do justo reconhecimento, para o deputado, o título trará um incremento à economia de Itabira e região com mais turismo.
Questionado sobre os motivos que o levaram a apresentar o projeto à Assembleia, Gustavo Valadares revelou que foi muito bem votado em Itabira nas últimas eleições. “Estou levando à frente uma reivindicação de amigos”, resumiu. Segundo ele, nada mais justo que prestar esta homenagem a Itabira e ao homem tropeiro brasileiro.
Ipoema
Fundado em 13 de abril de 1893, o distrito de Ipoema, cujo nome primitivo era Santo Afonso da Aliança, funcionou como famoso entreposto comercial e fazia parte de uma espécie de corredor de escoamento de produtos agrícolas do Norte de Minas para a cidade do Rio de Janeiro, antiga Capital Federal.
O Museu do Tropeiro foi criado em 2003, originário de uma exposição organizada para receber a expedição Spix & Martius, cujo objetivo era fazer um levantamento do patrimônio cultural e natural da Estrada Real a partir do século XVIII. Abrigado em uma casa do século XVIII que pertenceu ao tropeiro conhecido como “Sô” Neco, o Museu contém hoje mais de 700 peças, entre as quais se incluem objetos usados durante as viagens dos tropeiros, além de documentos desses comerciantes, como certidões de casamento e livros de compra e venda.