Projetos desenvolvidos pela ONU Mulheres em Itabira custarão R$ 634 mil em dois anos

Programa vai atuar na geração de emprego e renda, governança e planejamento, empoderamento econômico, participação política, enfrentamento à violência contra a mulher, educação inclusiva e saúde

Projetos desenvolvidos pela ONU Mulheres em Itabira custarão R$ 634 mil em dois anos
Secretário de Desenvolvimento Econômico, Don Carlos, e a vice-prefeita Dalma Barcelos estiveram na Câmara nesta quinta – Fotos: Thamires Lopes/DeFato

Mulheres engajadas na defesa da igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher lotaram o plenário da Câmara de Itabira nesta quinta-feira (8). Em discussão estava o projeto de lei que autoriza a inclusão da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas, na relação de instituições que recebem repasses financeiros do município.

A vice-prefeita, Dalma Barcelos, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo, José Don Carlos, participaram da reunião de comissões do Legislativo para detalhar o projeto sobre o aspecto financeiro. O projeto será desenvolvido ao longo de dois anos, com o custo de R$ 694.374,66.

Em um plano de ação proposto pela ONU Mulheres há 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); o quinto está relacionado à igualdade de gênero. O projeto é divido em dois produtos, divididos em subprodutos. O programa pretende atuar em diversas áreas, como na geração de emprego e renda; governança e planejamento, empoderamento econômico, participação política, enfrentamento à violência contra a mulher, educação inclusiva e saúde.

Os projetos da ONU Mulheres serão desenvolvidos junto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo. A ideia é dialogar com as empresas para que deem oportunidades de emprego para as mulheres. A proposta visa a criação de um polo de mão de obra feminina para oferecer emprego em massa para as mulheres, segundo expôs Dalma Barcelos.

Entenda o caso

A ONU Mulheres foi criada em 2010 para unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos humanos das mulheres. Segue o legado de duas décadas do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) em defesa dos direitos humanos das mulheres, especialmente pelo apoio a articulações e movimento de mulheres e feministas, entre elas mulheres negras, indígenas, jovens, trabalhadoras domésticas e trabalhadoras rurais.

“Surge do reconhecimento da importância das políticas públicas municipais para a promoção da igualdade de gênero e para o empoderamento das mulheres no território das cidades, nas esferas pública e privada, na economia, na política, no ambiente de trabalho, na saúde, na educação, na cultura, no lazer, na mobilidade, no transporte público e outras áreas de incidência e cidadania”, cita a justificativa do projeto.

O projeto seria votado em segundo turno na Câmara Municipal na terça-feira (6). Contudo, foi retirado de pauta a pedido do vereador André Viana Madeira (Podemos), que questionou o impacto financeiro da matéria. O projeto volta para a pauta na semana. Ao fim da reunião de comissões realizada nesta quinta, o vereador reclamou da ausência de um plano de ações para as metas estabelecidas no projeto. Ele afirmou que irá analisar o projeto a fundo antes de decidir seu voto na próxima semana.