Propriedades rurais de Catas Altas serão beneficiadas com fossas sépticas
Moradores de localidades rurais conheceram mais sobre o projeto Rio Vivo
Dezenas de propriedades rurais de Catas Altas serão beneficiadas, em breve, com fossas sépticas. A medida era uma das ações previstas no Plano de Governo da atual gestão e uma das sugestões do Projeto Rio Vivo, que tem como objetivo a melhoria dos recursos hídricos nos municípios participantes da Microbacia do Rio Piracicaba.
Ao todo, 150 propriedades rurais do município serão contempladas no projeto que prevê a expansão do saneamento rural (com a construção de fossa séptica para melhorar a qualidade da água); controle de atividades geradoras de sedimentação (com a construção de Barraginhas e caixas secas e desassoreamento de rios); recomposição das Áreas de Proteção Permanente (APP) e de Nascentes (com cercamento de nascentes e plantio de árvores); e Cadastramento Ambiental Rural (CAR).
O projeto completo engloba três etapas. A primeira aconteceu no ano passado com a inscrição do município no processo de seleção para participação. Neste ano, está acontecendo um diagnóstico nas propriedades selecionadas para saber quais intervenções serão necessárias em cada uma e, entre 2018 e 2020, será feito o monitoramento dessas ações.
O acompanhamento dos trabalhos contará com apoio de uma equipe composta por representantes das comunidades, poder público, instituições, associações, organizações não-governamentais, cooperativas e sindicatos.
Para serem selecionadas, as propriedades deveriam se enquadrar em alguns critérios, dentre eles, estarem localizadas na microbacia validada, manifestarem interesse em participar, estarem próximas das cabeceiras de captação e terem menos do que quatro módulos fiscais, que compreende uma área de até 80 hectares.
O projeto Rio Vivo significará benefícios para o município, avalia a Prefeitura, uma vez que, com a realização dessas ações nas propriedades contempladas, será possível aumentar a vazão dos cursos d'água devido à proteção das nascentes e à construção de bacias de contenção de água das chuvas e também devido à melhoria da qualidade das águas com a retirada e tratamento do esgoto nas áreas rurais.
Reflexos diretos e positivos também são esperados na saúde da população dessas localidades e, com isso, haverá diminuição dos recursos despendidos pelo poder público no tratamento de doenças vinculadas à má qualidade da água, que representam, de acordo com o Ministério da Saúde, de 80 a 90 % das doenças e internações no Brasil.