Quadrilha é identificada por golpes em agências bancárias contra idosos e soma mais de 30 vítimas em Belo Horizonte
Suspeitos se passavam por funcionários para “ajudar” no autoatendimento e faziam saques indevidos; investigação aponta 34 crimes e prejuízo superior a R$ 200 mil na capital
Um grupo criminoso especializado em golpes dentro de agências bancárias foi identificado após uma sequência de ocorrências registradas por vítimas, em sua maioria pessoas idosas, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, os suspeitos se apresentavam como funcionários da instituição financeira e ofereciam ajuda no uso dos terminais de autoatendimento. A partir da abordagem, conseguiam acesso às contas e realizavam saques sem que as vítimas percebessem a fraude naquele momento.
As apurações apontam que a atuação seguia um padrão. Enquanto um integrante conversava com a vítima e a mantinha ocupada no interior da agência, outro fazia as transações no caixa eletrônico. A investigação também reuniu indícios de que havia participantes responsáveis por apoio logístico e por observar o lado de fora das agências durante a execução dos golpes.
No curso do inquérito, mais de 30 vítimas foram identificadas. Apenas em Belo Horizonte, foram mapeados 34 crimes ao longo do último ano, com prejuízo superior a R$ 200 mil. Levantamentos feitos junto à instituição financeira indicaram ainda que o mesmo grupo teria causado perdas de R$ 1,6 milhão em diferentes localidades, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
A Polícia Civil afirma que chegou à identificação dos investigados por meio de análise de imagens de segurança, oitivas de vítimas e testemunhas, autos formais de reconhecimento e outros procedimentos. As apurações também indicaram que os suspeitos teriam origem no estado de São Paulo e se deslocavam para outros estados para repetir o mesmo tipo de golpe.
Com base no conjunto de provas, a Justiça deferiu pedidos de prisão preventiva. Um homem foi preso em São Paulo, e outros três suspeitos foram indiciados ao fim do inquérito. Eles têm 41, 44 e 50 anos e foram enquadrados, conforme a apuração, por furto qualificado mediante fraude e receptação. A investigação aponta que a organização pode ter entre 13 e 18 integrantes.
O caso foi conduzido pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, em Belo Horizonte. A prisão cumprida em São Paulo ocorreu em ação integrada entre as polícias civis de Minas Gerais e de São Paulo.




