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Quadrilha que movimentou R$ 38 milhões em golpes contra idosos é alvo de operação em BH

Quadrilha que movimentou R$ 38 milhões em golpes contra idosos é alvo de operação em BH

(Foto: Divulgação/PCMG)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última quarta-feira (4), uma operação para cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma empresa localizada na região central de Belo Horizonte, investigada por aplicar golpes financeiros em aposentados. As vítimas relataram que foram convencidas por representantes da empresa de que teriam valores a receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante a operação policial, foram realizadas buscas em um imóvel na região da Pampulha, onde foi apreendida grande quantia em dinheiro, cartões bancários, documentos, objetos de interesse da investigação e um veículo de luxo, avaliado em mais de R$ 150 mil, suspeito de ter sido adquirido com recursos provenientes dos crimes.

De acordo com as investigações, conduzidas pela 4ª Delegacia Regional Centro, a empresa é suspeita de firmar contratos fraudulentos de empréstimos consignados em nome das vítimas, comprometendo a renda mensal de dezenas de idosos. Os crimes vinham sendo praticados desde 2022, quando as primeiras denúncias chegaram à Polícia Civil.

Esquema criminoso

Conforme explicou o delegado Alessandro Santa Gema, as vítimas relataram que foram convencidas por representantes da empresa de que teriam valores a receber do INSS. “Ao comparecerem ao local, eram induzidas a assinar contratos de empréstimos no valor máximo permitido com base em suas margens consignáveis. Os valores, então, eram desviados pelos próprios funcionários da empresa”, revelou.

Ainda segundo o delegado, muitos aposentados ficaram em situação de vulnerabilidade após os golpes, sem condições de custear despesas básicas.

Lavagem de dinheiro

Além do crime de estelionato, os investigados também são investigados por lavagem de dinheiro. “Foi apurado que, em dois anos, os investigados movimentaram a quantia de aproximadamente R$ 38 milhões. Ainda de acordo com as movimentações bancárias, obtidas por meio da quebra de sigilo autorizada judicialmente, há suspeitas de ligação dos investigados com outra organização criminosa sediada no estado de São Paulo, com atuação em âmbito nacional”, completou o delegado.

A Polícia Civil informou que “as investigações prosseguem com a análise do material apreendido, visando identificar outros envolvidos, ampliar a compreensão do alcance do esquema e apurar o total de prejuízo causado às vítimas”.

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