Quais foram os cinco melhores campeões brasileiros da década?

Analisamos o período de 2009 a 2019 e separamos quais foram os melhores times do Brasileirão nesse período

Quais foram os cinco melhores campeões brasileiros da década?

O Brasileirão está chegando! No dia 8 de agosto, a bola volta a rolar pela principal competição nacional. E para nos prepararmos para este retorno, a DeFato Online preparou um pequeno ranking com os cinco melhores times campeões brasileiros da década.

Para tal, foi compreendido o período entre 2009 e 2019, quando foi realizada a última edição. Bora saber se o seu time está na lista? Confira abaixo!

5º) Fluminense 2012

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Foto: Fluminense

Último grande time da era Unimed, quando o clube carioca recebeu um grande suporte financeiro da empresa do setor saúde, o Fluminense de 2012 superou o forte Atlético de Cuca (recordista de pontos em um primeiro turno) para conquistar seu quarto título brasileiro.

Apesar de ser bem servido em todos os setores, com jogadores do calibre de Deco, Thiago Neves e Wellington Nem, dois nomes, em especial, marcaram a campanha tricolor: Diego Cavalieri e Fred. O primeiro fechou o gol e fez, provavelmente, seu melhor ano na carreira. Já o centroavante/artilheiro do campeonato fez 20 gols, sendo vários deles decisivos, salvando até algumas atuações coletivas ruins da equipe.

No segundo turno, quando o Atlético venceu o épico confronto no Horto por 3 a 2 e ficou a seis pontos de distância do líder, a disputa parecia ter ficado mais acirrada, mas o Flu logo tratou de recuperar a rota e trilhar rumo ao título, conquistado com três rodadas de antecedência.

Time base: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio, Carlinhos; Edinho, Jean, Thiago Neves, Deco; Wellington Nem, Fred. Téc: Abel Braga

4º) Palmeiras 2016

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Foto: Palmeiras

Sem conquistar o Campeonato Brasileiro há 24 anos, o Palmeiras voltou a levantar a taça em uma campanha cheia de histórias. De time-modelo no primeiro turno, se viu envolvido em discussões sobre o nível do futebol brasileiro no segundo, com a consolidação do termo “Cucabol”, alvo de muitas polêmicas…

O que ninguém discute, porém, foi a solidez da equipe comandada por Cuca. Seja no primeiro turno arrasador, no qual desfilava um futebol envolvente e cheio de alternativas, ou no segundo turno pragmático, o Verdão não deu nenhuma chance aos seus rivais, nem deu a impressão de que deixaria a peteca cair.

Para chegar ao título, confirmado na 37ª rodada contra a Chapecoense, o Palmeiras contou com a segurança de Jailson e seus parceiros de defesa, com o dinamismo de Tchê Tchê, Moisés e Cleiton Xavier no meio campo, e na intensidade e talento de Dudu, Roger Guedes e a jóia Gabriel Jesus no ataque.

Se era uma equipe bonita de se ver jogar, é algo muito relativo para discutirmos aqui, mas o fato é que ninguém esteve perto de ser melhor que o Palmeiras durante o ano.

E Cuca, que ao assumir o clube no início do ano prometeu o título brasileiro, cumpriu sua promessa e fez do Verdão eneacampeão brasileiro em 2016, o maior vencedor nacional até aqui.

Time base: Fernando Prass (Jailson), Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo, Zé Roberto; Tchê Tchê, Moisés, Cleiton Xavier (Thiago Santos); Roger Guedes, Dudu, Gabriel Jesus. Téc: Cuca

3º) Cruzeiro 2013

Foto: Cruzeiro

Multicampeão nas décadas de 70 e 90, o Cruzeiro passou vários anos devendo à sua torcida um título brasileiro, dívida que foi paga de maneira brilhante em 2003, com a conquista da Tríplice Coroa.

Porém, quando outra seca ameaçava surgir e o clube já chegava aos 10 anos sem ganhar um Brasileirão, o torcedor pôde voltar a gritar “é campeão” em 2013.

Com um time totalmente modificado em relação aos dois anos anteriores, nos quais brigou contra o rebaixamento, a Raposa entrou na principal competição nacional cheia de caras novas, mas ainda sem ser apontada como um dos favoritos.

Porém, rodada a rodada, jogo a jogo, a equipe de Marcelo Oliveira foi deixando seus adversários pra trás e provando a força do seu elenco. Com uma mescla de jogadores jovens que despontavam para o futebol nacional (Everton Ribeiro, Goulart, Lucas Silva, Mayke), e atletas mais experientes (Dagoberto, Julio Baptista, Fábio, Ceará), o time cruzeirense surpreendeu a todos com um estilo que honrava a história do clube, marcada por equipes ofensivas e de futebol bonito.

Desde que assumiu a liderança no primeiro turno, o Cruzeiro não soltou mais e conseguiu a façanha de vencer TODOS os adversários pelo menos uma vez no campeonato. Se existe uma prova maior de superioridade do que essa, que seja apresentada!

Time base: Fábio, Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo, Egídio; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian; Borges. Téc: Marcelo Oliveira

2º) Corinthians 2015

Foto: Corinthians

Após chegar ao Corinthians na metade de 2010, Tite, atual técnico da seleção, atravessou uma fase iluminada pelo clube alvinegro, conquistando quase todos os títulos possíveis, como Paulistão, Libertadores, Brasileirão e Mundial. Em 2013, porém, a temporada corintiana foi bem abaixo do esperado e a equipe do técnico gaúcho fez um Brasileirão apenas mediano, ganhando, inclusive, a alcunha de “empatite”, devido ao número exagerado de empates na competição.

Estava claro para todos: era hora de dar um tempo. Por isso, Tite tirou um ano sabático em 2014, se dedicou aos estudos, e voltou ao futebol apenas no ano seguinte. Para comandar quem? O próprio Corinthians. Muitos se perguntaram se ainda havia algo a ser feito, dado o brilho da passagem anterior. Mas havia!

Em 2015, Adenor Bacchi conquistou seu segundo título do Brasileirão à frente do gigante paulista, mas, ao contrário de 2011, com uma autoridade que pouco se viu no futebol nacional. O segundo turno daquele time formado Por Jadson, Renato Augusto, Malcom, Gil etc, em especial, foi primoroso, com um futebol de alto nível, ofensivo, mas sem ignorar o trabalho defensivo impecável que se tornou praticamente uma filosofia do clube desde 2009.

E se existe um jogo que representa bem a brilhante campanha, certamente é a vitória contra o Atlético-MG, no Horto, por 3 a 0. Era o confronto do líder Corinthians contra o vice-líder Galo, no temido estádio Independência, palco de vitórias atleticanas épicas nos anos anteriores. As duas equipes estavam separadas por 8 pontos e ainda restavam cinco partidas, ou seja, 15 pontos a serem disputados.

Pois os comandados de Tite, ignorando totalmente a atmosfera envolvida no jogo, passearam em campo e mostraram a todos que o destino já estava selado: o Corinthians seria hexacampeão brasileiro, só não se sabia quando.

Aquele foi um prêmio à humildade do técnico corinthiano, que, mesmo ganhando vários títulos importantes, tirou um longo período para se atualizar ainda mais, e também aos jogadores daquele ótimo elenco, com alguns deles vivendo, talvez, sua melhor fase na carreira. A junção das duas coisas originou o segundo melhor campeão brasileiro da década!

Time base: Cássio, Fagner, Gil, Felipe, Fábio Santos; Ralf, Jadson, Elias, Renato Augusto, Malcom; Vagner Love. Téc: Tite.

1º) Flamengo 2019

Foto: Flamengo

Se na bíblia é comum encontrarmos os termos “A.C” e “D.C” para denominar os períodos que vieram “antes de Cristo” ou “depois de Cristo”, poderíamos usar a mesma lógica para falar do Flamengo em 2019, utilizando o “A.J” ou “D.J”. Porque poucos treinadores tiveram tanto impacto em um clube como Jorge Jesus na última temporada.

Com reforços de peso e desfalcando alguns dos seus rivais, o Flamengo iniciou o ano almejando o protagonismo, mas não encontrou em Abel Braga alguém capaz de alcançar esse feito. Por isso, se mostrava necessária uma mudança, mas não qualquer uma, como é comum se ver em terras brasilis, mas sim uma radical, capaz de mudar a estrutura de um clube que sonhava alto e não fazia por onde.

Por isso, em junho de 2019 Jorge Jesus chegava ao rubro-negro carioca. Mais do que formar uma equipe de alto nível com as belas peças que encontrou e recebeu posteriormente, o “Mister”, como foi carinhosamente apelidado, transformou a instituição Flamengo, como um todo. E essa revolução foi traduzida no campo, com um time que atropelou sem a menor piedade todos que ousavam passar por seu caminho, seja na Libertadores ou no Brasileirão.

A superioridade foi tão gritante que o Flamengo, outrora distante 10 pontos do líder Palmeiras, ainda atingiu o feito de ser campeão antecipado. Conforme as rodadas iam passando, a impressão é que havia um time europeu em solo brasileiro, a léguas de distância no quesito técnico/tático.

A confirmação do título veio em um final de semana mágico, quando foi campeão da Libertadores em Lima, batendo o fortíssimo River, e uma combinação de resultados no Campeonato Brasileiro impossibilitou qualquer reação dos seus principais rivais na luta pela taça. A partir daquele momento, o Flamengo se tornava o principal campeão brasileiro da década, e subia o sarrafo no futebol nacional. Os outros clubes teriam que trabalhar muito para ameaçar a hegemonia flamenguista!

Time base: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luís; William Arão, Gerson, Everton Ribeiro, Arrascaeta; Bruno Henrique, Gabigol. Téc: Jorge Jesus.