Radares desligados aumentam riscos de acidentes nas estradas mineiras
Radar na MG-129, no Barro Branco, em Itabira, é um dos que estão sem funcionamento
A cada fim de ano já é tradicional o aumento no número de acidentes nas estradas. As rodovias ficam mais movimentas e as polícias rodoviárias Estadual e Federal têm mais trabalho. Neste ano, esse cenário já complicado ganhou um problema a mais. Em todo estado de Minas Gerais, os 233 radares medidores de velocidade estão desligados.
Em Itabira não é diferente. Os dois radares na MG-129, nos bairros Barro Branco e Chapada, estão desligados já há algum tempo. Apesar disso, a orientação do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) é que os motoristas continuem obedecendo ao limite imposto. “Para a instalação de radares acontecem estudos que definem que é necessário reduzir a velocidade no trecho, para que o motorista não perca o controle do veículo e possa ser vítima de um acidente”, diz o órgão, em nota.
O problema torna-se ainda maior porque nos dois trechos há fluxo de pessoas que moram nesses bairros. “É um medo que a gente tem. Muita gente atravessa a rodovia para pegar ônibus, por exemplo. Os radares estão desligados desde o final de outubro. Por enquanto os veículos estão respeitando. Mas, se demorar a arrumar, acho que vai ficar mais complicado”, disse um morador do Barro Branco.
Segundo o DER, o contrato do Governo do Estado com as empresas que fazem manutenção e monitoramento desses radares está vencido. Até que uma nova empresa seja contratada por meio de licitação, as estradas ficarão sem fiscalização. Um novo processo só deve ocorrer em 2015, primeiro ano de mandato do governador eleito Fernando Pimentel (PT).