Reajuste não basta e servidores da educação aumentam pressão sobre governo de Minas

Categoria cobra recomposição salarial, aplicação do piso nacional e melhores condições de trabalho durante debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Reajuste não basta e servidores da educação aumentam pressão sobre governo de Minas
Plenarinho II – Palácio da Inconfidência – ALMG/Foto: Luiz Santana

A campanha salarial dos servidores da educação básica de Minas Gerais dominou o debate desta terça-feira (17) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, durante reunião da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia. Representantes da categoria, parlamentares e integrantes do governo discutiram reajuste salarial, condições de trabalho e valorização profissional.

Logo no início, sindicatos cobraram a recomposição das perdas acumuladas nos últimos anos. Segundo eles, a defasagem salarial compromete a qualidade do ensino e dificulta a permanência de professores na rede pública. Além disso, os representantes alertaram para o aumento da sobrecarga de trabalho nas escolas estaduais.

Entre as principais reivindicações, a categoria defendeu a aplicação integral do piso nacional do magistério. Também pediu a revisão do plano de carreira e investimentos na estrutura das escolas. Ao mesmo tempo, os servidores reforçaram a necessidade de diálogo permanente com o governo para evitar paralisações.

Por outro lado, parlamentares destacaram a importância de conciliar as demandas com a realidade fiscal do Estado. Alguns deputados sugeriram a criação de um cronograma de reajuste. Outros, porém, enfatizaram que o governo precisa priorizar a educação básica no orçamento.

Em resposta, representantes do Executivo afirmaram que o Estado enfrenta सीमitações financeiras. Ainda assim, garantiram que o governo mantém abertura para negociação. Além disso, citaram medidas já adotadas na área, embora reconheçam que os desafios persistem.

Enquanto isso, a mobilização dos servidores cresce em diversas regiões de Minas Gerais. Dessa forma, a categoria intensifica a pressão por propostas concretas. A expectativa, portanto, é de que novas reuniões ocorram nas próximas semanas.

Mobilização continua

Diante do cenário, especialistas reforçam que a valorização dos profissionais impacta diretamente a qualidade do ensino. Por isso, defendem políticas salariais consistentes e planejamento de longo prazo.

Assim, o tema deve seguir em discussão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com novos desdobramentos no Legislativo mineiro.