Rejeitado projeto que pretendia estabelecer tribuna livre na Câmara de Itabira

Tribuna da Câmara continuará sendo usada apenas por representantes de entidades

Rejeitado projeto que pretendia estabelecer tribuna livre na Câmara de Itabira

Com seis votos contrários, três abstenções e seis votos favoráveis, a Câmara de Itabira rejeitou o projeto do vereador Carlinhos Sacolão (PP) que pretendia estabelecer a tribuna livre no Legislativo. A proposta mudaria o regimento interno da Casa e daria a qualquer pessoa o direito de usar a tribuna por cinco minutos. Atualmente, só representantes de entidades podem usar o espaço.

Como se tratava de uma mudança no regimento, o projeto precisaria de maioria absoluta (nove votos) para ser aprovado. Dessa forma, os seis votos favoráveis não foram suficientes. Votaram pela aprovação: Pacelli Eustáquio (PMN), Lúcio Mauro (PSC), Sueliton Sousa (PTN) e José Luiz “Batatinha” (PSDB), Lado de Dona Dudu (PMDB) e o autor do projeto, Carlinhos Sacolão. Ronaldo Capoeira (PV), Toninho da Pedreira (PTN) e Paulo Soares (PSB) se abstiveram.

Já Solimar Silva (PSDB), Marcela Cristina (PR), Ilton Magalhães (PR), Bernardo Mucida (PSB), Tãozinho Leite (PP) e Geraldo Torrinha (PDT) votaram contra. O vereador Zé Mauro (PV) não participou da reunião, já que estava em um encontro na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. O presidente da Casa, Rodrigo Diguerê (PV) não vota.

O argumento dos que foram contra o projeto é de que a tribuna já é livre, desde que o vereador faça um requerimento para que um representante de entidade possa fazer uso do espaço. Para eles, a matéria é redundante. No entanto, a proposta de Carlinhos Sacolão retirava essa exigência da indicação. Qualquer pessoa poderia se inscrever e usar a tribuna, desde que se comprometesse a não criticar os vereadores ou o prefeito. Seriam até dois participantes por reunião, com tempo de cinco minutos para cada.

O autor do projeto mostrou chateação com a rejeição da proposta. Para ele, a tribuna livre era uma oportunidade para a população levar os problemas à Câmara de forma direta, sem interlocutores.