Relator da CPMI do INSS recomenda prisão preventiva de Lulinha
A justificativa de Alfredo Gaspar está no relatório da CPMI do INSS, que foi lido nesta sexta-feira(27)
O relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), sugeriu que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo o relator, há “indícios concretos” de uma possibilidade de fuga do filho do presidente para escapar de possíveis punições.
A justificativa de Gaspar está no relatório da CPMI do INSS, que foi lido nesta sexta-feira (27). O relator pede o indiciamento de mais de 200 pessoas, além de Lulinha – por supostas irregularidades e desvios de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
A defesa de Lulinha divulgou uma nota onde afirma que o indiciamento do filho do presidente “só revela o caráter eleitoral da atuação do relator” Alfredo Gaspar. Segundo o advogado Marco Aurélio, “Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”.
Além de Lulinha, o relator propõe a adoção de medidas para a prisão preventiva de outras pessoas supostamente relacionadas a fraudes no INSS.
Em seu relatório, Gaspar garante que “”Pedido de prisão preventiva dos indiciados neste relatório que ainda não se encontrem presos, em razão da gravidade das condutas apuradas, da extensão dos danos causados ao sistema previdenciário e às vítimas, e da necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a ordem pública”.
De acordo com a Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinha surgiu depois que um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à PF e disse que o filho do presidente receberia uma mesada de R$ 300 mil. Essa quantia seria uma recompensa por Lulinha fazer lobby para Antunes vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde, segundo a testemunha.
*Fonte: G1




