Remédio contra Alzheimer é aprovado por agência reguladora dos Estados Unidos

Medicamento, chamado Aducanumabe, foi fabricado pela Biogen Inc.

Remédio contra Alzheimer é aprovado por agência reguladora dos Estados Unidos
Foto: Divulgação

A Food And Drug Administration (FDA), que regula o uso de medicamentos nos EUA, aprovou ontem o remédio Aducanumabe, fabricado pela Biogen Inc. para combater o Alzheimer. A decisão, que causou controvérsias, deve afetar o futuro da pesquisa e do tratamento da doença. Na prática, a FDA está orientando a Biogen a conduzir um estudo pós-aprovação para confirmar que o medicamento de fato funciona.

O Aducanumab visa a remover os depósitos pegajosos de uma proteína chamada beta amilóide dos cérebros de pacientes em estágios iniciais de Alzheimer para evitar a devastação da perda de memória.

Nos meses que antecederam esse anúncio, o Aducanumabe foi objeto de intenso debate entre pesquisadores, pacientes e defensores. A Biogen sustenta que, ao desacelerar a doença, ele dá aos pacientes um tempo valioso para estar com suas famílias e viver suas rotinas. Mas os críticos argumentam que os dados sobre sua eficácia são fracos, inconsistentes, e a aprovação do FDA é uma redução perigosa dos seus padrões habituais de exigência.

A doença de Alzheimer é a sexta causa de morte nos EUA. “Há uma necessidade médica enorme não atendida” de novos tratamentos, disse Billy Dunn, diretor de avaliação de produtos de neurologia do FDA, em uma reunião técnica em novembro.

Sobre a doença

O alzheimer é uma doença neurodegenerativa que também pode ser chamada de mal de alzheimer. Essa é uma doença com evolução, sendo que o paciente que é diagnosticado com ela vai perdendo, aos poucos, certas funções do cérebro, como aquelas que tratam de sua memória, de suas habilidades linguísticas, de sua habilidade de pensamento abstrato e até mesmo de sua capacidade de cuidar de si mesmo.

Isso acontece porque há um problema no cérebro, relacionado ao processamento de proteínas. Se antes essas proteínas eram utilizadas e eliminadas de forma devida, agora seus restos ficam entre os neurônios.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MAIS NOTÍCIAS