Renan Calheiros diz que Motta e Lira pressionaram TCU contra liquidação do Master
O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em novembro do ano passado
A histórica rivalidade entre as famílias Calheiros e Lira, no estado de Alagoas, soma mais um capítulo nas entranhas políticas envolvendo o senador Renan Calheiros (MDB), o deputado Arthur Lira (PP), e agora o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Calheiros foi enfático ao afirmar que ambos pressionaram o Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de reverter uma decisão do Banco Central que liquidou o Banco Master.
Ao Metrópoles, Renan afirma ter recebido informações de que Motta e Lira teriam atuado para influenciar os rumos do processo no TCU que analisa a atuação do Banco Central (BC) no caso Master, mas, Renan não detalhou como teria ocorrido a pressão.
O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em novembro do ano passado, quando a instituição financeira argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.
O BC também acentuou que o Master infringiu normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
O caso foi parar no TCU, depois que o Ministério Público junto ao TCU afirmar que existem suspeitas de que o BC falhou na supervisão da instituição financeira. A relatoria do processo ficou com o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado (Republicanos) indicado pela Câmara dos Deputados.
Calheiros afirma que o ex-presidente da Casa, Arthur Lira, e o seu sucessor (Motta), teriam pressionado membros do TCU a reverter a liquidação decretada pelo BC na questão do processo relatado por Jhonatan Jesus e em outros casos.
Jhonatan Jesus chegou a sugerir, em um dos despachos feitos dentro do processo apresentado pelo MP, que a decisão do BC poderia ser reavaliada pela Corte de Contas.
Por sua vez, Lira afirmou que “Renan Calheiros tem se especializado em criar “fake news”, como essa, para ganhar espaço na mídia e atacar sem provas seus adversários. Além disso, usa assuntos sérios de forma leviana para chantagear o governo, o parlamento e tentar limpar a própria biografia, muito manchada por malfeitos”.
Como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Calheiros criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master dentro do colegiado.
*Fonte: Metrópoles