Repasse de emendas gera R$ 5 milhões para o Hospital Nossa Senhora das Dores
Verbas são oriundas de portarias estabelecidas desde junho do ano passado, calculadas com base nas despesas do hospital naquele período

Tramita na Câmara de Vereadores de Itabira um projeto de lei que pretende destinar mais de R$ 5 milhões à Irmandade Nossa Senhora das Dores, entidade que administra o hospital de mesmo nome. O recurso é oriundo de emendas parlamentares que foram captadas ao longo de 2019 e início de 2020. Ao todo, serão repassados ao Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) R$ 5.167.530,00. A matéria será discutida e votada na próxima quinta-feira (7), em reunião extraordinária do Legislativo.
De acordo com o projeto, a verba deverá ser usada para incremento temporário da assistência de média e alta complexidade, conforme portarias do Ministério da Saúde. Os recursos servirão para a compra de medicamentos, materiais de consumo, gêneros alimentícios, obras de reforma para acessibilidade, no plano de combate e prevenção à incêndio, manutenção de contratos e insumos para a manutenção dos serviços hospitalares em consolidação com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta terça-feira (5), o diretor executivo do HNSD esteve na Câmara, Alexandre Coelho, quando o projeto foi lido pela primeira vez. À DeFato, ele demonstrou preocupação com o cenário diante da pandemia de coronavírus. Segundo Alexandre Coelho, o hospital registrou queda no movimento e cancelamento de consultas e cirurgias eletivas. O que tem causado, consequentemente, queda na arrecadação.
“Já é sabido e noticiado a dificuldade na qual a gente se encontra. Assim como outros hospitais referentes ao cancelamento de procedimentos eletivos que representam grande parcela do faturamento do hospital. A pandemia tem não somente o cunho da assistência, mas também um custeio que tem sido bem mais caro do que o aplicado normalmente. Os produtos têm tido um aumento expressivo, alguns, na casa de mil por cento”, declarou o diretor executivo do HNSD.
Alexandre Coelho lembra, ainda, que as verbas são oriundos de portarias estabelecidas desde junho do ano passado, calculadas com base nas despesas do hospital naquele período.




