Capacitar e qualificar para superar a dependência

Formar mão de obra é um dos maiores desafios encontrados pelas cidades mineradoras no esforço para diversificar a economia

Capacitar e qualificar para superar a dependência

Em recente encontro em Itabira, prefeitos de municípios mineradores expressaram uma preocupação comum: qual caminho tomar diante do fato inexorável de que um dia o minério de ferro vai acabar? O que fazer para garantir a prosperidade dos municípios no cenário pós-mineração? Que lições podem ser tiradas do case Itabira – a cidade que deu vida à mineração no Brasil e que, daqui a oito anos somente, dará como exauridas as minas que a projetaram para o país?

Entre as alternativas econômicas mais citadas pelos prefeitos, três se destacaram: a exploração do turismo e das riquezas naturais, o investimento em educação superior e tecnologia e a implantação de indústrias, por meio principalmente de distritos industriais e arranjos produtivos locais.

Da mesma forma, prefeitos confessaram um dilema: apesar da necessidade real de diversificar a economia, tornando os municípios independentes da mineração como fonte (exclusiva) de receita, não há hoje mão de obra qualificada, capacitada e preparada o suficiente para executar de forma segura essa transição.

As explicações são as mais diversas, cabendo desde o completo descaso de séculos e séculos com a educação no país e o abismo social que marca o Brasil para chegar à dura realidade de que as empresas, instituições e organizações precisam fazer, em alguns poucos anos, o que não foi feito em gerações inteiras para recuperar tempo perdido e se tornarem aptas para tantos desafios que já se apresentam.

Nesse esforço que é “para ontem” há inúmeras iniciativas que felizmente não se dobram diante das dificuldades políticas e restrições orçamentárias e, muito oportunamente, se colocam prontas para cerrar fileiras na tentativa de formar profissionais atentos às novas demandas e às novas exigências de um mercado de trabalho que tenta se formar sem as vagas da mineração.

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Esta edição do “DeFato Cidades Mineradoras” apresentará algumas dessas frentes de qualificação e capacitação existentes em Itabira e região. O assunto não se esgota aqui, evidentemente, mas a intenção é acender uma centelha a incitar um debate que não tem mais como ser adiado por quem precisa abrir novos caminhos, caso das cidades que se pretendem independentes da mineração.

Mas qual exatamente o destino desejado, o que será feito para chegar a ele e quem fará a estrada desse futuro sem mineração? Qualquer que seja a resposta, ela passará por educação, conhecimento, tecnologia, capacitação e qualificação.

Editorial publicado na edição nº 61, de julho de 2019, do jornal “Cidades Mineradoras”

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