Representantes da Câmara de Confins visitam Monlevade para troca de informações sobre golpes sofridos
O presidente Antônio Francisco estava acompanhado do procurador jurídico, Fábio Guimarães, o assessor jurídico, Leonardo Reis, o controlador interno, Charles Sandro e o gerente de orçamento e finanças, Francisco Sérvulo Barbosa.
Nesta quinta-feira (2), o presidente da Câmara Municipal de João Monlevade, Fernando Linhares (União), recebeu a visita do presidente do Poder Legislativo da cidade de Confins, Antônio Francisco Rodrigues. O objetivo da visita foi a troca de informações sobre os procedimentos adotados pelo Legislativo Monlevadense em relação ao golpe sofrido pela Câmara em janeiro de 2022, acontecimento similar registrado na Câmara de Confins em fevereiro de 2022.
O presidente Antônio Francisco estava acompanhado do procurador jurídico, Fábio Guimarães, o assessor jurídico, Leonardo Reis, o controlador interno, Charles Sandro e o gerente de orçamento e finanças, Francisco Sérvulo Barbosa. Eles foram recebidos, além do presidente, pelo procurador jurídico da Casa, Silvan Pelágio, a chefe de tesouraria, Kátia Domingues e a chefe de Recursos Humanos, Ana Paula Cota Moreira.
Lamentável
Segundo Antônio, que é o atual presidente, desde o incidente foram tomadas as medidas junto ao banco e agora buscam informações sobre os procedimentos adotados em outros municípios que também foram vítimas de golpe. Antônio também informou que abriu sindicância para apurar o caso e que uma ação judicial foi proposta
Em João Monlevade, igualmente, além do acionamento policial, foi instaurada uma sindicância e proposta uma ação judicial para recuperação dos valores.
Entenda o caso
No dia 26 de janeiro de 2022, a Câmara Municipal de João Monlevade foi vítima de golpe. De acordo com a servidora do setor contábil, uma pessoa se passando por um funcionário da Caixa Econômica Federal entrou em contato com ela por telefone para que fosse feita uma atualização no site do banco, alegando que o endereço eletrônico estava apresentando instabilidade e fragilidade no módulo segurança. Segundo a servidora, ao realizar os procedimentos, a ligação caiu.
No mesmo instante, ela ligou para o gerente da agência de João Monlevade que, ao verificar a conta, constatou 4 transferências indevidas, totalizando cerca de R$200 mil. Uma das transferências, no valor de R$49.979,99, foi automaticamente estornada pelo sistema da Caixa. As outras três foram realizadas para contas de agências distintas do banco Santander. Ao entrar em contato com o Santander, o gerente conseguiu bloquear o valor de R$44mil.
A pedido da presidência da Câmara Municipal de João Monlevade, a Prefeitura entrou com ação na justiça solicitando que os valores correspondentes a golpe sofrido pelo Legislativo sejam devolvidos. A ação foi movida pelo Executivo, tendo em vista que as Câmaras Municipais não possuem personalidade jurídica própria.
O Executivo requer que seja ressarcido pela Caixa Econômica Federal, à Câmara, o valor de R$ 149.998,98 (cento e quarenta e nove mil, novecentos e noventa e oito reais e noventa e oito centavos), com juros e correção monetária.




