Reservas de petróleo da Venezuela são estimadas em cerca de US$ 18,4 trilhões
Trump chamou a Venezuela de “um país falido e um desastre em todos os sentidos”
O preço do petróleo no mercado internacional no fechamento da última sexta-feira (2) faz acreditar que as reservas do petróleo na Venezuela possam valer cerca de US$ 18,4 trilhões, considerando o preço do produto e a quantidade de barris que o país possui em seu subsolo, com reserva estimada em 303 bilhões de barris.
O valor de cada barril de petróleo, pela cotação Brent, com vencimento em março de 2026, é de 60,75 dólares, que multiplicados pela quantidade de barris ao preço do mercado internacional, suas reservas alcançam um valor de mercado estimado de 18,4 trilhões de dólares.
Esses dados podem mudar a partir desta segunda-feira (5/1), em função da variação diária do valor do petróleo no mercado internacional.
Especialistas apontam que o petróleo é o principal indutor do ataque norte-americano à Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro no último sábado (30).
Em sua coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump citou a palavra petróleo por 15 vezes, enquanto a palavra democracia, normalmente utilizada nesse tipo de operação não foi mencionada.
“A nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo. Acho que nós teremos muita riqueza saindo daquele solo e essa riqueza vai ajudar os Estados Unidos na forma de reembolso pelos danos causados ao nosso país”, e acrescentou: “as petrolíferas americanas vão entrar, investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país.”
A Venezuela sob comando de Maduro exporta 80% do seu petróleo para a China, o que transforma o país em um dos pontos sensíveis na disputa entre Washington e Pequim.
Trump insinua que os EUA vão governar a Venezuela, embora ainda não tenha havido uma invasão terrestre que demonstre essa possibilidade.
Após a prisão de Maduro pelas forças especiais norte-americanas, a Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela ordenou, ainda no sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a presidência do país na ausência de Maduro.
No domingo (4), Donald Trump afirmou que a presidente interina da Venezuela “pagará um preço muito alto, provavelmente maior que Maduro” se não cooperar com as determinações americanas.
Rodríguez foi reconhecida no início da tarde para ocupar a presidência do país pelos próximos 90 dias pelas forças armadas locais.
Trump tinha elogiado Rodríguez por indicar, em conversa reservada, sua disposição em trabalhar em conjunto com o governo americano para o futuro da Venezuela, no entanto, pouco depois mudou sua posição, após Rodríguez afirmar estar “pronta para defender nossos recursos naturais e dar continuidade às políticas de Maduro. Nunca mais seremos uma colônia”, afirmou.
Em resposta, Trump chamou a Venezuela de “um país falido e um desastre em todos os sentidos“, indicando a possibilidade de novas incursões contra a nação sul-americana.




