Restos mortais do ex-presidente Affonso Penna chegam a Santa Bárbara
Chegam esta semana à histórica cidade de Santa Bárbara, na Região Central, a 105 quilômetros de Belo Horizonte, o mausoléu e os restos mortais do ex-presidente da República Affonso Penna (1847-1909), primeiro mineiro a ocupar o cargo, eleito por voto direto. O traslado do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro (RJ), para o […]
Enquanto as relíquias não chegam, é grande a expectativa na cidade. Entusiasmado e um dos principais arquitetos dessa operação, o prefeito Antônio Eduardo Martins, o Toninho Timbira (PTB), diz que a volta de Affonso Penna à terra natal representa um resgate importante para todas as gerações, além da maior valorização da cidade, que tem o núcleo histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG). "Minas teve cinco presidentes da República e, com exceção de Juscelino Kubitschek, que fundou Brasília (DF) e está sepultado lá, apenas Affonso Penna estava enterrado fora da cidade onde nasceu".
Para receber os restos mortais, a prefeitura restaurou o casarão onde o ex-presidente nasceu. Na empreitada foram gastos R$ 1,5 milhão, sendo R$ 1 milhão do Ministério do Turismo e R$ 500 mil dos cofres municipais. No amplo espaço, onde no ano passado foram descobertas, no forro da sala principal, pinturas do século 18, haverá um memorial. Estarão disponíveis documentos, retratos, móveis e outras informações disponíveis sobre a história – da infância à morte quando ocupava a presidência no Palácio do Catete, no Rio.
O monumento onde estão os restos mortais de Affonso Penna, no Rio, foi inaugurado em 1912, e, provavelmente, esculpido na Itália. Ele foi construído em mármore de Carrara por José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli, artista mexicano radicado no Brasil no fim do século 19. A figura, uma mulher chorando sobre a lápide de três toneladas, representa a Pátria. O estilo do mausoléu é eclético, misturando neoclássico e art-nouveau.