Retirada do crucifixo é lembrada em plenário e rende discussão na Câmara de Monlevade
“Ninguém chuta cachorro morto. Vocês estão incomodados porque o povo quer que Simone continue na Prefeitura”, disse Sinval Dias
As eleições municipais ocorrem em novembro, mas o clima de disputa eleitoral já está presente na Câmara de Vereadores de João Monlevade. Tanto que na reunião ordinária desta quarta (12), os vereadores Pastor Carlinhos (PL) e Sinval Dias (PSDB), que estão em lados opostos na disputa, protagonizaram uma discussão. O motivo foi a retirada do crucifixo do Plenário da Câmara, à época em que Pastor Carlinhos era presidente do Legislativo. O caso ocorreu há quase 10 anos.
Durante sua fala, Pastor Carlinhos relembrou o episódio que ficou conhecido como “ponto da discórdia”. A Prefeitura de Monlevade voltou para a praça Domingos Silvério a parada de ônibus que estava fixa em frente a duas lojas no centro da cidade. Isso após três anos de polêmica, com manifestações populares pedindo o retorno da parada de ônibus para a praça. Houve pedido inclusive dos proprietários das duas lojas, que alegaram prejuízo com o ponto tampando a fachada dos comércios. O proprietário faleceu enquanto ocorria o impasse. “Foi tanta covardia que o proprietário das lojas faleceu. Isso foi assassinato. Teve que ter desgaste com a família, com a população, com os vereadores”, disse. Pastor Carlinhos, que é pré-candidato a vice-prefeito ainda se referiu ao marido da prefeita e ex-prefeito de Monlevade, Carlos Moreira. “O coronel faz o que quer e quando quer”, enfatizou.
O líder do Governo, Sinval Dias, rebateu a fala. Ele disse que o grupo, comandado pela prefeita Simone Moreira (PTB), incomoda muito a oposição e faz um bom trabalho. “Ninguém chuta cachorro morto. Vocês estão incomodados porque o povo quer que Simone continue na Prefeitura”, declarou. Especificamente sobre a afirmação de assassinato, Sinval foi enfático. “O governo errou e voltou com o ponto de ônibus pro lugar. Teve humildade. Não foi igual ao senhor que tirou o crucifixo do plenário, ofendendo a todos nós católicos”, disse o líder do Governo. Pastor Carlinhos então rebateu. “Discuto a fé com quem pratica a fé. Já sabia que iriam apelar para esse tipo de situação por causa das eleições. Tenho a consciência tranquila de que estava agindo dentro da lei. Preparem-se porque sempre baixam o nível, mas não esperem retaliação de minha parte de forma baixa”, pontuou o vereador.




